domingo, 27 de fevereiro de 2011

...... .... ..... ...... ....... . .. .......

Como é possível ainda não ter aqui dito que tenho a MELHOR AMIGA DO MUNDO?! Hoje é o TEU dia e por isso vim aqui, de propósito para te desejar o melhor de sempre e dizer que te amo acima de tudo. Tenho a certeza que ainda te lembras quando, há 2 anos, desejávamos os 14 aninhos como se fosse algo especial e, quando percebemos que não era, os 16 nos ocuparam constantemente a cabeça. Agora já não os queríamos, percebemos que estamos a crescer... depressa demais! Este ano foi diferente de todos os outros e obrigou-nos a mostrarmo-nos como sempre fomos, sem nunca ninguém se ter apercebido do que eramos. Mas não vou voltar a falar disto de novo, não hoje. Hoje quero apenas lembrar-te o melhores momentos, que me estão constantemente no pensamento. Desculpa, mas a época do BLINK foi linda! Ainda hoje me rio com as parvoices todas que fizemos por causa dele... E o questionário de moral?! Fomos, de facto, corajosas! E a montanha de trabalhos de grupo que tivemos o ano passado? Faziamo-los TODOS juntas. O SUMOL e o GENTLEMAN! A praia... ai a praia e o toblerone! E as nossas conversas à beira-mar enroladas nas toalhas a seduzir gente jovem... E quando fomos tocar guitarra para a rua? E andar de patins? (esta última não correu muito bem e nunca mais andei, diga-se de passagem). As fotos todas... e as visitas de estudo.... o cinema e as compras.... a alegria e os abraços.... As aulas de ITIC onde mostravamos sempre as novas músicas... e aquele trabalho que queriamos fazer com aqules bonecos bem estranhos, a simular os adolescentes?  E a "kit" a dizer a parte dela, do anjo no auto da barca do inferno e nós e o T a gozarmos? Rimos tanto! E o dinherão que gastámos em telefonemas para o NORTE? Inventámos com cada história que nem sei como (ou se) acreditaram. E quando estávamos a ler o "Perfume" no banco e te caiu aquela coisinha em cima que te sujou o livro e nós pensámos logo que teria sido o "camisinha"? E quando ficavamos chateadas por não nos deixarem ficar na mesma equipa em educação física? Está a ficar tarde e não consigo descrever por meias palavras tudo o que fizemos nestes últimos anos. Crescemos juntas e descobrimos as mesmas coisas, ao mesmo tempo, da mesma maneira. Foste, és e serás, e sei que sabes disso. Sei que sabes que somos diferentes dos outros e que não precisamos de lhes mostrar o que sabemos que está dentro de nós. Só por isso, mereces um sempre mais que infinito. Até posso parecer egocêntrica ou convencida, mas tu sabes que é verdade e, para mim, isso basta-me. Sabes que não nos podemos comparar aos outros, porque vamos achar que, se eles conseguem, nós também conseguimos, mas não. Não estou a dizer que somos melhores ou piores que eles, somos apenas diferentes. Sabes que NINGUÉM sabe como somos tu e eu, juntas, como é ser MÓNÊ. Volto a afirmar: ninguém. Ninguém faz ideia do que fizemos, do que fomos, ninguém mesmo. Mas nós sabemos, e fomos bem mais felizes assim, sempre a pensar que o mundo era SÓ nosso, sem intrusos desmedidos. Amo-te não só por seres tu, vai muito para além disso. É por seres eu, é por seres nós. Amo-te por isso. Amo-te por me teres acompanhado em tudo. Amo-te por seres igual a mim. Amo-te por me completares. Amo-te por me fazeres ser eu.

PS: E a nossa telepatia? A verdadeira, a PIONEIRA! Depois nasceram outras, diferentes... mas a nossa é a nossa.

Os 16 vão ser bem melhores que os 15, garanto-te. Um grande beijão e um abracinho daqueles bem apertados, só nossos.

O que eu sinto por ti vai muito para além de um simples "Amo-te.", mas não arranjo palavra em que caiba tamanho sentimento, por isso fico-me por aqui. Olha, isto vai melhorar, acredita, eu sei que vai.



Eu prometo.



Feliz aniversário, Mó. Amo-te.
(e desculpa o texto não ser o melhor, mas não tenho tempo para mais lamechices, um dia destes escrevo-te um à tua medida (se for capaz)) Amo-te, amo-te mesmo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Neste momento, era capaz de te dizer as piores coisas que podias ouvir da minha boca. Contudo, sei que sabes que estão debaixo da língua, prontas a sair numa conversa “séria” ou discussão. Hoje senti algo novo; algo recém-chegado ao meu coração; algo estranho que ainda não está totalmente assimilado, felizmente ou infelizmente. As saudades estão a tornar-se memórias. Sim, isso mesmo, estão a caminhar em direcção ao cantinho intitulado “Passado.”que existe no lado mais obscuro  do meu coração. Não te sei responder a isso. Não sei se é bom ou mau. Não faço ideia. Sempre soubeste que nem eu percebia minimamente os meus sentimentos e as minhas atitudes, embora todas elas parecessem tomadas sob plena consciência das consequências e seu estudo prévio. Sabes perfeitamente o que aconteceu. Cansei-me. Cansei-me de esperar pelo que sei que não quer vir. Cansei-me de pensar que tive sempre o melhor do mundo. Cansei-me de achar que conseguiria levar todos os meus sonhos a avante. Cansei-me de esperar que quisesses tanto como eu. Cansei-me de todas as vezes que tentei, sem nunca conseguir. Cansei-me de pensar sempre nos outros, antes de me lembrar que também existo. Cansei-me. Não suporto que me façam esperar e deixo de o fazer involuntariamente. Nem me apercebo, mas quando me relembram, vejo que já nem faz parte da minha rotina, que deixei tudo o que me deixou. Acredita que me custou muito dizer em voz alta tudo o que disse, tirar da minha cabeça e mostrá-lo ao mundo, imaginando a reacção das pessoas a quem as palavras se destinavam, imaginando-te a ti. Tenho quase a certeza do que me dirias e não arranjei resposta a alguns “porquês” ou comentários. Tenho quase a certeza da tua cara de desespero, de surpresa. Tenho quase a certeza da tua atitude. Teoricamente, já sabia tudo isto de cor desde há muito, muito tempo, mas sabes tão bem quanto eu que, na prática, tudo muda de figura. Ficamos inseguros e amedrontados. Não reagimos, não aceitamos porque não percebemos, mas sabemos que é o que sentimos. Foi? Sim é capaz de ter sido isso… Foi e nunca mais voltará a ser. Porquê? Porque me sentira livre. Feliz e despreocupada, leve. Já não espero tanto de ti. Já não me sinto dependente de ti. Já não sorrio só por ti. Já não me lembro tanto de ti. Pois é, eu senti isso também, agora sabes como é. Memória? A melhor de todas, posso garantir-te, nada mais. E posso voltar a dizer que saudade, agora, não a sinto, mas já sei o que é. Obrigada. E até um ontem que teima em não voltar.

Desculpa.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Neste momento, até pode parecer que nada vai passar, mas eu sei que vai. Eu sei que pode demorar muito, mas que vou voltar à menina de sempre. Sei que esta angústia de desejar, mas não poder ter, irá. Mas, por enquanto, deixa-me ser assim. Deixa-me fingir que está tudo bem. Deixa-me mentir a mim mesma, por apenas assim conseguir continuar. Deixa-me gritar até que a voz me doa. Deixa-me sorrir a novos desafios, indesejados. Deixa-me parecer feliz. Deixa-me sentir o que sinto. Deixa-me sofrer como sofro. Deixa-me virar as costas ao mundo que criei. Deixa-me estar no fundo do poço. Deixa-me saber que o arrependimento não mata. Deixa-me dizer-te o que sei que não sabes. Deixa-me confiar sem insegurança. Deixa-me pedir sem falar. Deixa-me receber sem dar. Deixa-me sonhar. Deixa-me amar. Deixa-me aproveitar enquanto sou assim. Deixa-me ser optimista dentro do pessimismo. Deixa-me temer pedir ajuda, querendo fazer tudo sozinha, e permanecer num silêncio angustiante. Deixa-me querer mais, exigir o máximo de mim, lutar com garra e depois perder e cair, de novo. Deixa-me fazer de conta que estou mais feliz que nunca, que tudo valerá a pena, que sorrirei de pura felicidade no final. Deixa-me viver o caminho que escolhi percorrer, embatendo em todos os obstáculos sem excepção, para aprender todas as lições que me fazem falta, ainda. Deixa-me iludir-me, deixa-me chorar e sofrer, deixa-me afastar-me, mas deixa-me. E quando eu disser que tudo mudou, não para melhor, não para pior, que mudou apenas, não reajas. E quando eu disser que estou realmente bem, não insistas. Não voltes a perguntar se não estou a dize-lo da boca para fora. Não me faças pensar e repensar, limita-te a ouvir e a assimilar. E quando eu disser que não trocava isto por nada, não me iludas. Não me mostres outros ângulos de visão que sabes que demorei a abandonar. E quando eu disser que agora tudo faz sentido, não me relembres. E quando eu disser que prefiro, não me magoes. E quando eu disser que a desilusão está a ficar para trás, não sorrias. E quando eu disser que a saudade se está a tornar parte do hábito, não desesperes. E quando eu disser que até gosto realmente, não duvides. Deixa-me ser como sou e viver como escolhi. Deixa ser tudo como é. E lembra-te que, depois de me habituar, o difícil é voltar ao mesmo. E quando eu disser que sou realmente feliz, acredita, porque será verdade.


E quando eu disser que essa saudade está a cair no hábito e eu a aprender a viver com ela, não venhas. Não tragas tudo de novo, por favor.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O que interessa não é o que os outros acham, o que interessa é o que realmente é.

                                                                                                     

                                                                                      




                                                                                 E eu, eu amo-te.