domingo, 13 de novembro de 2011

(Sim, sou criança, e depois?)

Agora que me prometeste tudo, peço-te que não me desiludas. Que não me faças arrepender de te ter dado demasiada confiança. Tu conheces-me tão bem, que de vez em quando fico irritada por não ter como te dizer que não é bem assim o que dizes, porque, de facto, é mesmo assim. E tu só me conheces porque eu me dei a conhecer, eu sei. Faço sempre o mesmo, se calhar não devia tê-lo feito. Mas fiz. Fiz e sei que voltaria a fazê-lo. Não me arrependo de uma única coisa que tenha acontecido. Ainda me lembro de como nos conhecemos. Lembro-me de tudo, sabes, de tudo. Das borboletas na barriga, quando sabia o que querias e eu evitava. Sabes que me sentia bem e que gostava. Sabes… que me sentia bem quando íamos para o jardim e rebolávamos na relva. Sabes que gostava quando me abraçavas e quando me mantinhas no teu colo quentinho. Lembro-me do teu cheiro e odeio quando passa alguém com uma fragrância igual. Essa é tua. Só tua e ninguém tem o direito de passar por mim com o teu cheiro, quando estás longe. Ninguém tem o direito de me deixar essa saudade. Sim, saudade, tu trouxeste-a de volta, sabias? E sei de cor o que é pôr-me em bicos dos pés só para te abraçar com a maior força de todas. Ainda conheço perfeitamente o sentimento dos nossos “abracinhos grandes” aqueles em que eu adormecia ao teu colo e me sabia tão bem sentir-te ali, ao pé de mim. Era a maior sensação de segurança de todas. Naquele momento ninguém te roubaria de mim, eramos só eu e tu, e chegava perfeitamente. Sei de cor o que é adormecer ao teu lado e acordar com os teus sussurros ao ouvido e com os teus beijinhos delicados ou com “Tás acodada nês?” (Sim, porque tu “és uma delas”, sem duvida nenhuma).  Adoro olhar-te com aquele olhar especifico e apenas sorrir. E já não sei adormecer sem o teu típico “Amo-te” ou a mensagem de boa noite. Sabes uma coisa? Eu amo-te por muitas razões, mas uma é especial. Amo-te pelo facto de eu agir naturalmente e, mesmo assim, tu me amares por quem eu sou. E venero-te por nunca teres desistido e por te teres esforçado nisto muito mais do que eu. Peço desculpa se de vez em quando te pareço indiferente, mas sabes que não é bem assim, no fundo sabes. Venero teres sido a pessoa que chegou mais longe e que conhece detalhes que mais ninguém conhece, a meu respeito. Sabes de cor os meus gostos e preferências, isso fascina-me. E vou-te contar um segredo: és a única exceção; a minha exceção. E confesso que amo que o sejas. Quando nos conhecemos não fazia ideia do que irias significar para mim, passado tão pouco tempo. E nunca tive oportunidade de te agradecer a tamanha felicidade que trouxeste à minha vida.

 Há uns dias, estava preocupada “connosco” e após uma breve conversa, disseram-me “Oh Inês, só tens de estar com quem te faz feliz (…)” pensei automaticamente em ti “Mas eu já estou.”.
Acho que me esqueci, ontem: “Parabéns”.

sábado, 5 de novembro de 2011


Hoje lembrei-me de ti. Lembrei-me daquele dia. Lembrei-me DO dia. Eu tinha tantas dúvidas para esclarecer contigo… E tu nunca te mostraste aborrecido. Mantinhas o teu olhar firme e insensível sempre na direção da linha do horizonte. Aquele olhar de quem sabe tudo, porque já passou por tudo. Aquele olhar de nostalgia que sempre me disseste ser o único que conseguias ter quando te lembravas daquele tal passado que nunca me chagaste a contar por completo. Acho que me deixaste isso, de ti. O olhar imutável, para diante, para o infinito, quando falo de mim. Hoje recordei tudo. Não me perguntes porquê, mas fi-lo. Lembras-te de uma das ultimas perguntas que te fiz, quando me deste a notícia? Perguntei-te “Quanto tempo dura o que é eterno?”. Nesse momento paraste e regressaste da viagem pelo teu pensamento. O teu olhar distante, moveu-se, no espaço de segundos, para a direção do meu. Olhaste-me nos olhos. Uma pergunta à qual não tinhas resposta imediata. Sorri para dentro. Continuaste a olhar-me nos olhos e eu decidi-me a falar com o meu olhar, também. Não sabias responder, mas eu queria mesmo saber a resposta. Voltaste a desviar o olhar sem dizer uma única palavra, e o meu interrogatório prosseguiu. No final, afirmaste com o teu ar sábio, só teu: “Se o “eterno” a que te referes for “nada”, então dura para sempre.” E eu, que nesse último dia, estava revoltada com o mundo, perguntei-te: “E se me referir a “tudo”?”

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

(…) mas agora queria dizer-te que gostava que fosses diferente. Mais direto, mais perfecionista, como eu era. Desejava levar-te a informação de que gostava mais de ti como eras antigamente… mais querido, mais tolerante, mais compreensivo… Perguntas retóricas e filosóficas, para mim, não servem. Diz logo, afirma o que sentes, transmite-me isso numa onda de simplicidade, para complexo já me chega tudo o resto. Não achas que está na hora de me dares alegrias e felicidade?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011




          "All of old. Nothing else ever. Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011



(...)

-...mas eu sei perfeitamente que é a pessoa mais temporária que vai passar na minha vida.
-Porque é que dizes sempre isso?
-Porque eu sei que vai ser assim, daqui a uns tempos já nem nos falamos, mas... cuida tão bem de mim! Faz tudo o que eu quero e pergunta se estou bem ou se me falta alguma coisa, e eu venero isso. Gosto tanto...

(...)


Obrigada por ouvires os meus desabafos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

                                                  Acham mesmo isso? É cagativo, gentxi.
"Putxie pu, where are you?"

Tenho saudades da menina que era querida e simpática. Tenho saudades da menina que queria ser amiga de todos e em quem todos confiavam. Tenho saudades de saber mil e um segredos de pessoas diferentes. Tenho saudades de me dar com todos e de ser aquela a quem todos recorriam sempre que estavam em baixo. Tenho saudades de ouvir Eu adoro-te por isto: por teres sempre um sorriso estampado na cara, que não sai por nada!. Tenho saudades de não ser insensível e conseguir ajudar quem quero. Tenho saudades de fazer parvoíces com as minhas amigas no meio da rua e sermos olhadas de lado. Tenho saudades de ser ingénua e não saber nada da vida. Tenho saudades de conseguir começar uma conversa e não a querer acabar. Tenho saudades de não ser sempre julgada nas primeiras impressões que têm a meu respeito. Tenho saudades de conhecer pessoas novas e de ter novas amizades. Tenho saudades de não ter medo dos outros e de não me preocupar com a imagem que passei de mim. Tenho saudades de rir, rir, rir e só para porque me começa a doer as bochechas e os abdominais. Tenho saudades de gozar com tudo e com todos. Mas sabem uma coisa? As coisas à minha volta mudaram. Todas. E agora estam à espera de quê?! De eu ser a mesma? De ter sempre um sorriso estampado na cara? Não consigo, desculpem. É por isto que me dizem que mudei? Porque já não rio tanto? Porque já não estou lá sempre que precisam? Porque agora sou convencida e arrogante ou orgulhosa e indiferente? Sabem perfeitamente que não o sou. Aliás, sabem perfeitamente que encontro em todas as outras pessoas algo melhor do que eu vejo em mim. Sabem que não tenho manias de que sou melhor que os outros. Sabem que não me acho superior a ninguém. Talvez até possa ter um pouco de orgulho e transmita indiferença. O orgulho já veio comigo, mas não sou assim tão orgulhosa quanto isso. Quando acho que são os outros que devem vir, são eles que vêm. Indiferente? Sim. As pessoas é que sabem o que sentem. Querem cagar? Caguem. Mas não esperem que eu também não cague. Tu cagas, eu cago. Reparem bem: eu pensava tão pouco em mim! Eu dava tudo por aqueles de quem gostava e de vez em quando quem ficava prejudicada sou eu mesma. E nunca ninguém reparou nisto. Eu admito que não seja uma pessoa que me dou a todos, que não seja uma pessoa da qual todos saibam a vida. E não o quero. Talvez duas ou três pessoas saibam quase tudo sobre mim. E chega bem. Se a restante gente não se mostra interessada no verdadeiro lado das coisas, não o sabe. Se mudei? Não, eu sou a mesma. Os meus sentimentos, esses sim mudaram radicalmente. Os meus sentimentos e as minhas opiniões sobre tudo. Mas continuo a sorrir, não necessariamente por estar feliz, mas por ser um antídoto contra maus pensamentos. Mas sabem que mais? Eu também choro. Eu também me agarrei a uma almofada sentada no chão e chorei. Chorei muito. Eu também sofro. Sofro com isto tudo. Eu também tenho medo, tenho muito medo. Porquê? Porque também já passei por acontecimentos difíceis, sabem. Mas eu prefiro não preocupar os outros. Prefiro passar a imagem de aquela que está sempre feliz e de bem com a vida. Daquela que apesar de ter problemas, não se preocupa e caga em tudo. Porém, esta imagem de menina-boa só é passada a quem me conhece. A quem conhece a Inês. E só aqueles que, para além de conhecerem a Inês, me conhecem a mim, conseguem dizer algo como Quem te tem a ti, tem o mundo, Inês. E não deixes que ninguém te diga o contrário., algo do género Apesar desse egocentrismo todo, não mudes nunca, é o que faz do teu ser genuíno e único . Venero as pessoas que conseguem ver para além da imagem que eu passei. Venero as pessoas de pensam que existo eu, atrás da máscara de quem não se importa. Venero-os. Embora continue com saudades de mim no passado, não vou voltar a ser a mesma. Não sei se me apetece. Queria só que percebessem que eu sou daquelas pessoas que nunca mostro quem realmente sou a quem não conheço. E que se me quiserem julgar, julguem. Mas façam-no sabendo do que falam e tenho certezas daquilo que dizem. Era só isto. E agora? Agora vou mesmo cagar em tudo e em todos. Vou deixar para traz as desilusões e fazer com que fique tudo bem de novo. Vou mostrar-me a gente nova e estranha à minha vida. Não me vou importar com nada. Só quero os meus amigos e a minha confiança de volta. Quero encontrar-me a mim e à Inês. Quero ser feliz no pouco tempo que resta e sorrir porque sim. Quero mostrar-me de bem com a vida. Quero ser eu sem medo. E vou sê-lo. Fica aqui o desabafo.

But you should.

domingo, 17 de julho de 2011

                      Dêem-me disto. Dêem-me muito disto. E eu garanto-vos que sou feliz.

sábado, 16 de julho de 2011

MINHA SIS! Está tudo dito. É impossível estar normal quando se está contigo. Tu e a (a)normalidade têm a relação mais cúmplice conhecida. Um dia destes vamos andar à porrada para apanhar muitas estaladas, sim?! Desculpa, mas é um desejo meu ver-te nessas figuras, uma vez que ja bastes tudo e todos quando estás no teu "perfeito juízo". E é por isso que te Amo, sempre!

domingo, 10 de julho de 2011

Voltámos a ver-nos e não sei o que senti. Apeteceu-me rir e chorar ao mesmo tempo. Tínhamos algo especial que se evaporou por ação do tempo. Deixámo-nos mutuamente. Ambos sabíamos que iria acabar, mas preferimos aproveitar o presente que agora é passado. O melhor passado. Lembraste? Eu nunca te deixei realmente… E esperava que não o tivesses feito. Apeteceu-me rir por ter percebido que continuas com o mesmo olhar intenso e penetrante quando me olhas nos olhos. Apeteceu-me rir para mostrar o quanto me senti feliz com isso. Senti-me feliz por teres exatamente o mesmo sorriso, igual, sedutor e profundo, verdadeiro. Senti-me feliz por teres olhado para a tua mão em cima da mesa como se pedisse que a minha a aquecesse por momentos, no dia mais quente do ano. Apeteceu-me rir para verificar se a tua gargalhada ainda se mantinha inalterável. Como quando riamos juntos à beira-mar, nas noites quentes de um verão que passou. Como quando caías em cima de mim com a desculpa de já não estares ciente. E sorri por perceber que ninguém te tinha mudado. Mas depois, apeteceu-me chorar por não poder dar-te a mão, nem dizer-te o quanto orgulhosa estava por seres o mesmo. Por não sermos dois sentados numa esplanada, mas três. Por perceber que ela ocupou o lugar que outrora foi meu. Apeteceu-me chorar por ter medo de te abraçar, por não saber se ainda querias, se ainda sentias. Mas sorri. Sorri como se estivesse tudo bem e como se o meu coração não batesse a mil de cada vez que sentia o teu olhar observar-me enquanto eu fingia olhar o mar, concentrada nas ondas. Sorri como se também tivesse seguido em frente, como se não me apetecesse rir e chorar ao mesmo tempo. Sorri por teres sorrido para mim e teres olhado para baixo, como quem pede desculpa. Sabias que o meu sorriso não era o mesmo que o teu, não era o verdadeiro. Mas sorri como quem dizia que não havia problema, que estava tudo bem. E, de seguida sorri ainda mais. Sorri mais por perceber que ainda sabíamos falar por entre olhares e sorrisos. Sorri por saber que ainda percebias exatamente o que eu queria dizer. E voltei a virar a cara. O sorriso manteve-se, mas mudou. Era um sorriso triste. Sim, aquele que quando eu tinha tu corrias para mim e me fazias cócegas, aquele que quando eu tinha tu me atiravas água à cara e fugias de mim, aquele que quando eu tinha tu me atiravas para a relva e me obrigavas a rebolar contigo. Não o esbocei de propósito, mas tinha plena noção que era o que eu tinha estampado na cara. E olhei-te. Precisava de ter a certeza que não fazias nada para mo tirar da cara. E desiludi-me. Nem estavas a dar-me atenção. Desesperei. Desesperei por não ter tido coragem de correr para ti assim que me acenaste para me indicar que era ali que estavas à minha espera. Desesperei por não te ter dado o maior abraço do mundo em vez de ter proferido um simples “Olá”. Desesperei por não ter tido coragem de me sentar ao teu colo e de te dar um beijinho no nariz e esperar pelo meu beijinho na testa. Desesperei por não ter ignorado o terceiro elemento e ter feito o que me ia no pensamento. Por não ter fingido que continuava tudo igual, como já vi muitas pessoas fazerem. No inicio, a outra pessoa (tu) sentir-se-ia estranha e confusa, mas acabaria por entrar na onda. Eu sei que o farias. Disseste que farias tudo por mim. Contudo, em vez disso, fingi que estava contente por ti. Fingi, sim, sabes que fingi, eu não sou pessoa de mostrar que estou mal quando os outros estão bem. Foste tu quem me fez ver isto. E tu estavas bem, estavas muito bem. Este teu verão já não era comigo, já não era meu também. Mas no fim voltei a sorrir. Sorri por te teres despedido com um abraço. Foi o melhor abraço para toda a eternidade, naquele momento, ignorámos que estivéssemos rodeados de pessoas, ignorámos que a nova pessoa da tua vida “voltasse dentro de cinco minutos” e surraste “Eu também não queria nada disto, desculpa, Larela…”. Nesse momento, preferi cheirar o teu perfume, que era o mesmo, aquele que eu escolhi para ti. Nesse momento, preferi ficar calada e voltar a sentir o teu batimento cardíaco junto a mim. Nesse momento, preferi fechar os olhos e retroceder no tempo, preferi dizer “Amo-te, Bipsi” a olhar-te nos olhos. Senti a tua boca a mexer-se, senti o teu sorriso a ser esboçado e imaginei-o, na minha cabeça, conseguia vê-lo perfeitamente, nunca o esqueci, na verdade. Não retorquiste o “Amo-te”, estava na hora de retirar o teu corpo de entre os meus braços, mas ambos ficámos mais um pouco. Não queríamos. O teu nome suou nos meus ouvidos e soube logo que era a minha deixa para ir. E fui. Sem olhar para trás, retirei a minha cabeça do teu ombro e o meu nariz que se encaixava na perfeição com o teu pescoço, deixei o teu tronco sem o suporte dos meus braços e fui. Virei costas e fui embora. “Espera, eu…” Tu?! Tu tens uma vida nova, sem mim… O teu odor seguiu-me até à paragem do autocarro, entrou comigo e sentou-se ao meu lado, no vazio que se fazia sentir. Como era possível?! Coloquei os phones nos ouvidos e todas as músicas me lembravam a tua pessoa. Felizmente, recebi uma chamada que me fez esquecer-te, por instantes. Mas tinhas de voltar, não é? Sempre foste persistente, mas sabias perfeitamente que já me tinha habituado a viver sem ti! Era hora de ir dormir e voltaste. E eu amei que voltasses, confesso... que fosses tu a voltar, em vez de eu. Amei.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Confesso II

-Lembraste quando te perguntei o que aconteceria se aquilo acabasse?
-Lembro.
-Respondeste
-que ia sentir saudades, sim.
-Sentes?
-A seguir disseste que não sentia isso.
-Não respondeste à minha pergunta.
-Tu também não respondeste à pergunta que te fiz.
-Não tem nada a ver
-Exato, já não tem nada a ver.
-Estás distante
-Esqueceste-te de me ensinar a esperar.
()

-Tu estás mesmo a desesperar, não estás?
-Estou.
-Se estiveres igual, digo que não vais desistir
- Não estou.
-Eu conheço-te...
-Conhecias.
                                                                                                 Estranhos? Totalmente.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eu tive medo, muito. Quantas vezes pedi, implorei por que aquele dia nunca chagasse? Nem eu sei bem. Sei que foram muitas, demasiadas vezes. E agora? Agora não há volta a dar. Não vai voltar a ser como era, como foi. E sabes o que mais me irrita? Irrita-me nem teres dado por isso. Irrita-me achares que tudo é fácil. Queres uma novidade? Não, não é fácil. E não sou uma boneca que quando te apetece brincar um pouco vais buscar e que passado algum tempo pões na prateleira para só voltares a pegar nela quando te apetecer de novo ou perceberes que afinal até tens mais uma coisa engraçada com quem brincar. Quando estamos em sintonia tudo é simples, mas deixámos de estar. E acredita que me custou. Custou muito. Eu disse-o em voz alta, para ver se me entrava mesmo na cabeça “Esquece, se não quer, não vais ser tu a querer. Há mais gente no mundo. Melhor? Talvez sim, talvez não. São diferentes. Mas isso não é necessariamente mau, sabes disso. Se calhar é mesmo bom, se calhar é mesmo o melhor.” Não me arrependo de nada. Há pouco tempo cruzei-me com uma pessoa, não estava nos meus dias, por tua causa “Conheces o Charlie Chaplin?” “Sim…” “Durante a nossa vida conhecemos pessoas que vêm e que ficam. Outras que vêm e passam. Existem aquelas que vêm, ficam e depois de algum tempo se vão. Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar… Não te preocupes, conheces mas gente capaz de te dar tanto ou mais ainda. O tempo vai ser sempre o melhor remédio, mas os seus resultados nem sempre são imediatos. Há que aprender a esperar.” “E se eu não quiser perder ninguém? E se não me apetecer esperar? E se eu estiver farta disto?” “Não tens de querer ou de deixar de querer, se te faz sofrer, obviamente não te merece. Não tem de apetecer. Vais aprender a esperar sem ansiar que chegue outro alguém. É óbvio que estás farta, mas não faças nada de que te arrependas. Não sejas dura nem insensível. Aguarda.” “Tu não me conheces.” “Tu também não me conheces. Mas vais levar as minhas palavras a sério. Eu sei que vais.” “Vou?” “Vais.”. E a verdade é que levei mesmo. Era um daqueles dias em que nem me apetecia esconder o que eu sentia. Era um daqueles dias em que se viesses falar comigo ou acabávamos com um sorriso estampado na cara ou a caminhar em sentidos opostos. Apetecia-me estar sozinha e ter o meu momento. E sabes? Eu aprendi a viver com pessoas novas. E gostei da sensação. Agora já não sei se fui uma daquelas pessoas que veio, ficou e passado algum tempo se foi. Agora já não sei se fui uma daquelas pessoas que veio e que se foi com uma enorme vontade de ficar



Beijo no nariz, Tchinky.

domingo, 19 de junho de 2011

Sabes o quanto eu agradeci por te ter na minha vida, como tenho? Não, não sabes. Eu prometi que te escrevia um dia destes. Não há dia melhor que hoje. O ciclo acabou, quantas vezes pedimos juntas, com a maior das nossas forças, que este dia chegasse? Não têm conta, de facto. Passámos muito, é verdade, pouca gente sabe. Arrisco-me mesmo a dizer que ninguém sabe, só nós. Contudo, tu foste muito para além do esperado, muito para além do que eu pedi. Foste quem esteve sempre lá para ouvir os meus desabafos, foste quem soube sempre os dois lados da história, foste quem me ajudou na escola mais do que toda a gente deste mundo e acredita que te estou eternamente grata por isso. As escola… As aulas sem ti teriam sido o quê? O desespero total. Afirmo-o com a maior das certezas. Foste tu quem fez perguntas parvas, quem fez caras feias, quem inventou brincadeiras tolas, quem gozou, quem riu, quem cantou, quem dançou... eu sei lá! Sei que nunca me ri tanto como o que rio habitualmente contigo. Foste quem me chamou a atenção para todos os testes e trabalhos, foste quem me ajudou quando estava na lama, foste quem me ajudou a ter sempre o trabalho de casa feito e pronto, foste quem me emprestou milhões de folhas de teste, foste quem me disse “Vá, estuda mais um pouco…”, foste quem me fez as cabulas para a calculadora, foste quem me disse o que a stora de física perguntava todas as sextas-feiras… Foste mais que uma amiga, acredita! E depois, fizeste-me ver sempre o lado mais simples das coisas, ajudaste-me a perceber algumas atitudes de umas certas e determinadas pessoas. Apoiaste-me sempre em tudo, sem pestanejar. Passamos momentos que ninguém imagina. Momentos parvos, os melhores momentos. Sozinhas? Primeiro sim, depois conformámo-nos com o sucedido e seguimos em frente. A vida não se resume ao passado, resume-se antes ao futuro e aprendemos isso não há muito tempo. Há coisas que ficam e coisas que vão e fizeste-me perceber isso quando disseste “Não, Inês, eu não vou, vai tu…”. Horas de almoço sozinhas, intervalos sozinhas. Temos novas e boas pessoas do nosso lado e entendemos isso a tempo. Alguns são mesmo excelentes. O que eu mais venero em ti? Nunca me teres desiludido. Foste a única pessoa com quem eu nunca me chateei a sério e a única que eu disse “É a Sofia, não vou ser parva com ela…” Porquê? Era a maneira de te agradecer tudo o que fizeste por mim. Por teres sido a única que nunca me disse nem pensou (suponho) nada do género “Pronto Inês, faz o que quiseres, a vida é tua, caguei”, por nunca teres cagado em mim, por nunca te teres fartado e me mandado para o outro lado, embora eu saiba que de vez em quando era o que te apetecia. Venero-te por isto. Por me teres mostrado sempre o teu ponto de vista e me teres feito ver que não, eu não estou maluca. Por me teres explicado o que, para ti, era o importante a fazer, o caminho mais fácil e simples que eu não via. Tu mostraste-mo. E eu segui-o. Por seres a única pessoa que nunca me disse “Eu avisei-te.”, mas antes me teres dito que eu estava certa. E, para além disto, teres feito a minha vida muito mais leve. Por termos procurado “a mosca” nas aulas; por contarmos as sílabas das palavras grandes que eram ditas (sim, ainda não me esqueci que não sabes contar sílabas); por termos jogado ao Coke Mi; por termos dito “Vê lá, já vai em 100 pontos! Ham?! Ela hoje ‘tá em alta!”; por eu te ter dado uma abada na forca do avião; por me teres acordado aos berros nos Açores porque íamos chegar outra vez atrasadas lá abaixo; por me mandares diariamente um sms, mesmo sabendo que eu não ía apanhar o autocarro; por ter ficado cheia de açúcar da SATA; tanta coisa que nem tenho letras suficientes e competentes para descrever os momentos em questão. És o meu orgulho por seres tão genuinamente feliz e ingénua, por nunca ficares na ignorância (vá só quando toda a gente fica a olhar para ti tipo “eu nem vou responder a isso”). Eu gosto tanto de ti, pá! Porquê? Por tudo o que já afirmei e por muito mais. Por teres medo à noite. Por seres pequena, frágil e sensível. Por ires assustar pombos comigo. Por me fazeres ser tão tola como tu. Por seres muito mais responsável que eu. Por me ajudares sempre que eu peço. Por já me ter tornado previsível para ti. Por inventarmos as melhores dicas. Por ficares sempre comigo em educação física. Por me lembrares sempre do que é suposto eu me lembrar. Por me acordares sempre que peço. Por me fazeres perguntar sempre “Mas onde é que está a Sofia?”, mesmo quando estás à minha frente. Por teres ficado comigo no quarto e termos medo do escuro de lá de fora. Por teres deixado a bola fugir para além do “Mar Alto” e termos encontrado outra no caminho para a estação. Por irmos para o inglês juntas. Por irmos para o jardim dos patos. Por termos sempre estranhos a falarem connosco sem sabermos bem porquê. E sabes que mais? Foste-me tipo muito este ano. Mais do que em todos os outros. “Sim, Inês, todas as relações mudaram”, mas sabes a diferença? A nossa mudou para melhor. Para muito, muito melhor. E já era boa. Um “Obrigado.” Não chega, e um “AMO-TE” é muito pouco.



Um texto fácil e pequeno em relação a tudo o que vivemos? Verdade, sim, mas eu escrevo outro daqui a uns tempos. Não te vou fazer promessas, nem castelos no ar. Nunca sabemos o futuro. Mas uma coisa eu te garanto, foste-me muito muito muito. E isso não vai mudar nunca. Um AMOTE? Neeeeps, uma infinidade deles. E mesmo assim não chegam. Sabes o que te digo a ti? Até amanhã, borra, até sempre.
 Sofia Raquel Gaspar Lopes, eu Amo-te!(São três sílabas, mas esta palavra supera todas as outras!)

domingo, 12 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Saudade? Não, não a sinto. Como é possível?! Desejei que não estivesses lá! Que desaparecesses e que nunca mais voltasses. Doeu-me tanto pensar em voz alta “Eu nem acredito, mas a tua distância tornou-se indiferente… És-me indiferente”. Não, de facto não és. Porque se fosses eu não me importaria com a tua presença. Mas importo. Importo muito. Queria que nunca tivesses vindo. Queria que não fizesses o que fizeste. Estás demasiado diferente para eu te conseguir reconhecer. Tu não és quem eras. Tu não me és nada. Absolutamente nada.
Estou à espera, eu sei o que vai acontecer a seguir. E a resposta é talvez. Ainda não sei perdoar, lamentavelmente.
Arrisca e muda, aí... aí eu mudo contigo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E depois de tudo resta o nada. A suavidade da solidão e do desespero. Talvez seja melhor assim. Ou talvez não. Faltam-me demasiados conceitos para conseguir fazer uma definição completa para cada frase que me é imposta que escreva, neste momento. E pensar só e exclusivamente só em mim? Por que não? Há demasiados motivos para não o fazer, mas acho que é realmente o melhor. Quando brincam com os sentimentos é porque não sentem de verdade e aí, aí é melhor mostrar que temos orgulho e opinião própria; que somos pessoas e que precisamos de desempenho mutuo no decorrer da viagem. Uma despedida. Um livro perdido cheio de peripécias boas e más. Agora, apenas a memória resta, de tudo o que passou, que jamais poderá ser relido ou revisto. Foi e não volta. E eu? Eu nunca pedi nada disto. Nem eu nem tu, nem ela. Contudo, fomos personagens desta história da realidade sem nos perguntarem se pretendíamos, se queríamos, se aceitávamos. E vivemo-la. Não houve escolha. Um final? Não diria isso. Palavra forte e dura demais. Nunca acaba quando se ama. E eu amei. É só passar o verbo do pretérito perfeito, para o presente. A única diferença, é que, o meu sentimento, esse continua o mesmo.

Da minha boca, nunca escutarás um "Adeus."
 "Até sempre.", enquanto eu estiver em busca dele. Mesmo que já não estejas comigo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011






Julgas que não, mas eu sei que sim. Quando tiver paciência explico-te tudo. Não vais entender e poderás até troçar de mim. Julgas que não compreendo, mas eu digo-te: já aprendi a ler as entrelinhas. Não sou parva, mas faço-me disso. Não sou corajosa. Não digo o que penso nem ouço o que quero. Achas que não? Pois eu digo-te que sim. Sabes, eu temia que este dia chegasse. Sempre soube que chegaria. Eu leio e penso. Eu fujo e lembro, relembro e volto a lembrar. Eu não deixo nada. O que entra, não sai, pode mudar de local, mas não sai. Pensas mesmo que não? Mas sim. Eu mudo de humor por isto. Eu sacrifico o meu dia por histórias como esta. Eu passo uma imagem inadequada e falsa por cenas retiradas do filme da minha vida. Eu sei que acreditas fielmente que não. Volto a afirmar: Sim. És realmente imprescindível. E agora sou capaz de te garantir isto. Ainda mais certamente do que nunca.


Psst: "Não há nada mais duro do que a suavidade da indiferença."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

MRP.

"Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.


Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."


Mais palavras para quê? Indiretamente, está lá tudo. E só precisava disso mesmo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011


                                           Pois, foi isto. Foi realmente isto.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Queres saber uma coisa? Hoje tive a necessidade de ir rever tudo. Tudo de novo. Do princípio ao fim. E revi mentalmente ao som de uma música da qual sei que ainda gostas e ouves. Não chegou, precisei de provas de que aconteceu realmente. Liguei uma vez mais o computador, com a intenção de ir à pasta mais minha, mais nossa. Sabia de cor todos os passos que tinha de proceder para chegar a ela. No entanto, hoje já não é assim. Desapareceu tudo o que possuía de um passado mais recente ou mais longínquo. Apenas o presente se mantém aqui, igual, inalterável. Como já deves ter percebido, das poucas mensagens e fotografias, nada resta, pelo menos para mim. Apaguei algumas, sim, é verdade. Mas não todas. Foram com problemas e tenho plena consciência de que não me voltarás a dar nem uma. Eu não quero, também. Talvez seja melhor assim. A imagem começará a aparecer cada vez mais esbatida na minha mente e acabará por sair de vez, tu próprio o disseste. Mas agora queria saber do que foi feito aquele pouco tempo. Ou melhor, voltar a saber, relembrar. Esqueci? Não, eu não esqueço nada, e tu prometeste que eras incapaz de o fazer. Eu acreditei.

Até ontem, Bipsi.

segunda-feira, 4 de abril de 2011


Invadiste-me os pensamentos como há muito não fazias. Talvez saiba o porquê, mas prefiro fingir que não sei. Cheguei a esta conclusão. Não te tinha dito já? Só me trazes mais complicações e eu não percebo porque razão ainda é assim. Um "Adeus" chegou perfeitamente para a minha cabeça, acredita que chegou, mas...

sábado, 2 de abril de 2011

E para quando um desabafo bom? Para agora. Hoje foi um dia novo. Acordei a sorrir e fiquei-me por aí o resto do dia. Sabes uma coisa? Agora estou feliz. Estou realmente feliz. E sinto-me ainda mais feliz por estar feliz e por ser capaz de o dizer naturalmente e verdadeiramente. Há coisas que se reduziram à insignificância, onde pertencem desde sempre. Senti-me bem, senti-me realmente bem. Ouvir um “Gosto tanto de ti, pá!” vindo de uma pessoa à qual nunca proferimos uma frase do género sabe muito melhor agora. Apetecia-me dizer-lhe o mesmo, mas procurei fazer com que fosse a própria pessoa a percebê-lo. Senti-me como já há muito não me sentia. Senti que já não fico tão frustrada. Que já não acho que me tenha feito assim tão mal, muito pelo contrário. Senti que já deixei de acreditar que seria possível. Agora, tenho tudo para prosseguir. Não consegui, e depois? Não morri por causa disso. Aliás, estou até bastante mais forte, diferente, madura. Cresci e aprendi tanto que nem sei como o fiz. Já sou capaz de sorrir de novo, já não vejo apenas o lado negativo e até só recorro a ele em último caso. Como as pessoas são capazes de nos fazer mudar e perceber que só estávamos a fazer mal a nós mesmos… Agradeço-lhes por isso. Grata agora, depois e para sempre. É Primavera, os pássaros cantam e o sol espreita de vez em quando. Começou um novo mês, começou tudo de novo. Tarde, sim, mas nunca seria pior. Agora só quero concentrar-me exclusivamente em mim. Chega de lamentações. O que está feito, está feito, o que está dito, está dito. Vou deixar tudo o que tiver de deixar, sem medo algum. Vou ser feliz com o que tenho e deixar de me preocupar com o que queria ter. Ainda não tinha reparado em tudo o que me quiseram dar, que eu ignorei. Neste momento, vou dizer “Sim” e mostrar que tenho tudo aquilo de que preciso, tenho tudo o que me faz bem, tenho tudo o que me quiserem dar e eu receber. Tenho tudo e não preciso de mais nada. Mais nada.



Feliz – verdadeiramente feliz.
Obrigada.


E PARABÉNS ao meu BICHO.

domingo, 20 de março de 2011

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Às vezes é preciso deixar acontecer. Deixar que os outros tomem a iniciativa que acham melhor. Deixar que escolham por eles. Deixá-los ser felizes. Deixar que aconteça sem nos intrometermos, embora saibamos que tem tudo a ver connosco. Deixar que se acalme e depois, então, pensar e meditar sobre o caminho a tomar. Decidir seguir, ou não, o caminho que nos traçaram. Pode não ser necessariamente o que desejávamos ou pretendemos, mas, se calhar, é o melhor para todos. É preciso mentalizarmo-nos que, de vez em quando, é preciso colocar um ponto final, um ponto final em algo que nem sequer chegou a começar, mas, ainda assim, um ponto final. Isto porque alguém não se sente bem com algo, porque não está tudo bem, porque não há compreensão mutua. Nem sempre é a realidade, mas é o que se sente no momento que faz tomar as mais variadas decisões, que levarão às mais diversas consequências. “Como não somos puras coisas, temos necessidade de coisas que as coisas não têm. (…) Não te iludas: de uma coisa – ainda que seja a melhor coisa do mundo só podem tirar-se… coisas.” A pergunta que te queria fazer, hoje, não tem muito a ver com esta conversa sem nexo:
 “Não será a maior das loucuras querermos as coisas à custa da relação com as pessoas?” Sei que sabes do que falo. Sei que percebes o que digo, sem dizer. Sei que conheces os pensamentos. Eu deixarei acontecer, não tenho direito nem autoridade nenhuma sobre tudo isto. Sei que sabes tudo.

sábado, 12 de março de 2011

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"




Eu amo-te, bô, amo-te mesmo.

terça-feira, 8 de março de 2011

"Não preciso de ti, mas tenho saudades tuas"?

E eu a pensar que seria horrível, que demoraria tanto a passar que não iria aguentar. Retrocedi ao Verão, àquele Verão, às conversas e discussões, às trocas de opiniões e previsões das consequências que agora se tornam realidade. Não foi só isso. Agora, é sempre assim: cada vez que relembro algo, vem tudo o resto atrás e deixo automaticamente de ter controlo sobre os meus pensamentos e mudanças bruscas de sentimentos. Sobre as minhas atitudes infantis e imaturas que nem eu própria sei porque as tomo. Sobre o meu humor que está bom e mau numa margem de minutos. Não há nada de mais, há talvez algo de menos. O silêncio calou-nos. A solidão, de uma das maiores fatias do meu coração, está a começar a impor-se cada vez mais fortemente, consumindo o sentimento e deixando apenas memórias do que fora, em tempos; deixando apenas um vazio impossível de ser preenchido. Como é possível passarmos e fingirmos que não vemos? Estás tão longe do meu mundo, que acho que não tenho meios suficientes para chegar ao teu. Não tenho por hábito ser repetitiva. Já te disse isto, mas tenho sempre a necessidade de voltar a dizê-lo. Naquele dia, foste o tema principal do meu pensamento. Tudo me lembrava algo teu, tudo me lembrava de ti. Apanhei o autocarro sozinha, como a maior parte das vezes, e pensei que já não espero que venhas, que já não espero uma mensagem tua a cada cinco minutos, que não vou a correr para o telemóvel com um sorriso na cara, por saber que são novidades tuas, como fiz. Apercebi-me que já não penso tanto em ti, e que já não espero que o faças em relação a mim. Já não espero que me cumprimentes sempre que me vês. Já não espero que me digas que sou importante ou que continua tudo como fora. Já não espero ser a primeira pessoa de quem te lembres quando te disserem “Podes levar outra pessoa contigo” ou “Traz companhia”. Já não espero que me perguntes se posso ou se quero ir contigo. Já não espero… Já não te espero como esperei. Não sei se vais gostar de ler isto ou se tão pouco o farás, mas não sei se é assim tão mau, ao menos estou a deixar de me importar com quem já não se importa e acredita que me sinto feliz com isso, pensei que não seria capaz, mas sou. Sou mesmo, e como já tínhamos constatado “Eu esqueço tudo rápido, ponho tudo para traz das costas demasiado depressa se calhar.” Agora sim, posso dizer-te que é pura realidade. Não sei o que vai acontecer no futuro, mas quero dizer-te mais uma coisa: odeio quando me perguntam, indirectamente por ti, fazem-me lembrar tudo e já passou algum tempo, tu sabes. Só queria que percebesses que já não espero que sorrias quando falam de algo que te faça recordar-me. Que já não espero que penses, que lembres, que sofras. Que já não espero que ames, que já não espero que sintas como sentias, como amavas.

O pior foi ter lido, antes de tudo, quando cheguei a casa: “É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração
Mas para te ter escrito, para ter pensado em ti desta maneira, é porque ainda tenho alguma esperança, ou não? E eu, a ti, prometi-te eternidade.
Sabes, os meus códigos? Então…       EMJH ZA EIK ZEJZK…
E não gosto nada.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

...... .... ..... ...... ....... . .. .......

Como é possível ainda não ter aqui dito que tenho a MELHOR AMIGA DO MUNDO?! Hoje é o TEU dia e por isso vim aqui, de propósito para te desejar o melhor de sempre e dizer que te amo acima de tudo. Tenho a certeza que ainda te lembras quando, há 2 anos, desejávamos os 14 aninhos como se fosse algo especial e, quando percebemos que não era, os 16 nos ocuparam constantemente a cabeça. Agora já não os queríamos, percebemos que estamos a crescer... depressa demais! Este ano foi diferente de todos os outros e obrigou-nos a mostrarmo-nos como sempre fomos, sem nunca ninguém se ter apercebido do que eramos. Mas não vou voltar a falar disto de novo, não hoje. Hoje quero apenas lembrar-te o melhores momentos, que me estão constantemente no pensamento. Desculpa, mas a época do BLINK foi linda! Ainda hoje me rio com as parvoices todas que fizemos por causa dele... E o questionário de moral?! Fomos, de facto, corajosas! E a montanha de trabalhos de grupo que tivemos o ano passado? Faziamo-los TODOS juntas. O SUMOL e o GENTLEMAN! A praia... ai a praia e o toblerone! E as nossas conversas à beira-mar enroladas nas toalhas a seduzir gente jovem... E quando fomos tocar guitarra para a rua? E andar de patins? (esta última não correu muito bem e nunca mais andei, diga-se de passagem). As fotos todas... e as visitas de estudo.... o cinema e as compras.... a alegria e os abraços.... As aulas de ITIC onde mostravamos sempre as novas músicas... e aquele trabalho que queriamos fazer com aqules bonecos bem estranhos, a simular os adolescentes?  E a "kit" a dizer a parte dela, do anjo no auto da barca do inferno e nós e o T a gozarmos? Rimos tanto! E o dinherão que gastámos em telefonemas para o NORTE? Inventámos com cada história que nem sei como (ou se) acreditaram. E quando estávamos a ler o "Perfume" no banco e te caiu aquela coisinha em cima que te sujou o livro e nós pensámos logo que teria sido o "camisinha"? E quando ficavamos chateadas por não nos deixarem ficar na mesma equipa em educação física? Está a ficar tarde e não consigo descrever por meias palavras tudo o que fizemos nestes últimos anos. Crescemos juntas e descobrimos as mesmas coisas, ao mesmo tempo, da mesma maneira. Foste, és e serás, e sei que sabes disso. Sei que sabes que somos diferentes dos outros e que não precisamos de lhes mostrar o que sabemos que está dentro de nós. Só por isso, mereces um sempre mais que infinito. Até posso parecer egocêntrica ou convencida, mas tu sabes que é verdade e, para mim, isso basta-me. Sabes que não nos podemos comparar aos outros, porque vamos achar que, se eles conseguem, nós também conseguimos, mas não. Não estou a dizer que somos melhores ou piores que eles, somos apenas diferentes. Sabes que NINGUÉM sabe como somos tu e eu, juntas, como é ser MÓNÊ. Volto a afirmar: ninguém. Ninguém faz ideia do que fizemos, do que fomos, ninguém mesmo. Mas nós sabemos, e fomos bem mais felizes assim, sempre a pensar que o mundo era SÓ nosso, sem intrusos desmedidos. Amo-te não só por seres tu, vai muito para além disso. É por seres eu, é por seres nós. Amo-te por isso. Amo-te por me teres acompanhado em tudo. Amo-te por seres igual a mim. Amo-te por me completares. Amo-te por me fazeres ser eu.

PS: E a nossa telepatia? A verdadeira, a PIONEIRA! Depois nasceram outras, diferentes... mas a nossa é a nossa.

Os 16 vão ser bem melhores que os 15, garanto-te. Um grande beijão e um abracinho daqueles bem apertados, só nossos.

O que eu sinto por ti vai muito para além de um simples "Amo-te.", mas não arranjo palavra em que caiba tamanho sentimento, por isso fico-me por aqui. Olha, isto vai melhorar, acredita, eu sei que vai.



Eu prometo.



Feliz aniversário, Mó. Amo-te.
(e desculpa o texto não ser o melhor, mas não tenho tempo para mais lamechices, um dia destes escrevo-te um à tua medida (se for capaz)) Amo-te, amo-te mesmo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Neste momento, era capaz de te dizer as piores coisas que podias ouvir da minha boca. Contudo, sei que sabes que estão debaixo da língua, prontas a sair numa conversa “séria” ou discussão. Hoje senti algo novo; algo recém-chegado ao meu coração; algo estranho que ainda não está totalmente assimilado, felizmente ou infelizmente. As saudades estão a tornar-se memórias. Sim, isso mesmo, estão a caminhar em direcção ao cantinho intitulado “Passado.”que existe no lado mais obscuro  do meu coração. Não te sei responder a isso. Não sei se é bom ou mau. Não faço ideia. Sempre soubeste que nem eu percebia minimamente os meus sentimentos e as minhas atitudes, embora todas elas parecessem tomadas sob plena consciência das consequências e seu estudo prévio. Sabes perfeitamente o que aconteceu. Cansei-me. Cansei-me de esperar pelo que sei que não quer vir. Cansei-me de pensar que tive sempre o melhor do mundo. Cansei-me de achar que conseguiria levar todos os meus sonhos a avante. Cansei-me de esperar que quisesses tanto como eu. Cansei-me de todas as vezes que tentei, sem nunca conseguir. Cansei-me de pensar sempre nos outros, antes de me lembrar que também existo. Cansei-me. Não suporto que me façam esperar e deixo de o fazer involuntariamente. Nem me apercebo, mas quando me relembram, vejo que já nem faz parte da minha rotina, que deixei tudo o que me deixou. Acredita que me custou muito dizer em voz alta tudo o que disse, tirar da minha cabeça e mostrá-lo ao mundo, imaginando a reacção das pessoas a quem as palavras se destinavam, imaginando-te a ti. Tenho quase a certeza do que me dirias e não arranjei resposta a alguns “porquês” ou comentários. Tenho quase a certeza da tua cara de desespero, de surpresa. Tenho quase a certeza da tua atitude. Teoricamente, já sabia tudo isto de cor desde há muito, muito tempo, mas sabes tão bem quanto eu que, na prática, tudo muda de figura. Ficamos inseguros e amedrontados. Não reagimos, não aceitamos porque não percebemos, mas sabemos que é o que sentimos. Foi? Sim é capaz de ter sido isso… Foi e nunca mais voltará a ser. Porquê? Porque me sentira livre. Feliz e despreocupada, leve. Já não espero tanto de ti. Já não me sinto dependente de ti. Já não sorrio só por ti. Já não me lembro tanto de ti. Pois é, eu senti isso também, agora sabes como é. Memória? A melhor de todas, posso garantir-te, nada mais. E posso voltar a dizer que saudade, agora, não a sinto, mas já sei o que é. Obrigada. E até um ontem que teima em não voltar.

Desculpa.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Neste momento, até pode parecer que nada vai passar, mas eu sei que vai. Eu sei que pode demorar muito, mas que vou voltar à menina de sempre. Sei que esta angústia de desejar, mas não poder ter, irá. Mas, por enquanto, deixa-me ser assim. Deixa-me fingir que está tudo bem. Deixa-me mentir a mim mesma, por apenas assim conseguir continuar. Deixa-me gritar até que a voz me doa. Deixa-me sorrir a novos desafios, indesejados. Deixa-me parecer feliz. Deixa-me sentir o que sinto. Deixa-me sofrer como sofro. Deixa-me virar as costas ao mundo que criei. Deixa-me estar no fundo do poço. Deixa-me saber que o arrependimento não mata. Deixa-me dizer-te o que sei que não sabes. Deixa-me confiar sem insegurança. Deixa-me pedir sem falar. Deixa-me receber sem dar. Deixa-me sonhar. Deixa-me amar. Deixa-me aproveitar enquanto sou assim. Deixa-me ser optimista dentro do pessimismo. Deixa-me temer pedir ajuda, querendo fazer tudo sozinha, e permanecer num silêncio angustiante. Deixa-me querer mais, exigir o máximo de mim, lutar com garra e depois perder e cair, de novo. Deixa-me fazer de conta que estou mais feliz que nunca, que tudo valerá a pena, que sorrirei de pura felicidade no final. Deixa-me viver o caminho que escolhi percorrer, embatendo em todos os obstáculos sem excepção, para aprender todas as lições que me fazem falta, ainda. Deixa-me iludir-me, deixa-me chorar e sofrer, deixa-me afastar-me, mas deixa-me. E quando eu disser que tudo mudou, não para melhor, não para pior, que mudou apenas, não reajas. E quando eu disser que estou realmente bem, não insistas. Não voltes a perguntar se não estou a dize-lo da boca para fora. Não me faças pensar e repensar, limita-te a ouvir e a assimilar. E quando eu disser que não trocava isto por nada, não me iludas. Não me mostres outros ângulos de visão que sabes que demorei a abandonar. E quando eu disser que agora tudo faz sentido, não me relembres. E quando eu disser que prefiro, não me magoes. E quando eu disser que a desilusão está a ficar para trás, não sorrias. E quando eu disser que a saudade se está a tornar parte do hábito, não desesperes. E quando eu disser que até gosto realmente, não duvides. Deixa-me ser como sou e viver como escolhi. Deixa ser tudo como é. E lembra-te que, depois de me habituar, o difícil é voltar ao mesmo. E quando eu disser que sou realmente feliz, acredita, porque será verdade.


E quando eu disser que essa saudade está a cair no hábito e eu a aprender a viver com ela, não venhas. Não tragas tudo de novo, por favor.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O que interessa não é o que os outros acham, o que interessa é o que realmente é.

                                                                                                     

                                                                                      




                                                                                 E eu, eu amo-te.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

(...)
Esqueceste? O tempo cura tudo… Tempo esse que mal chegou para amar, mas que sobra para sofrer… Cura tudo, tudo? Sim, tudo. Tudo sem excepção. Tudo. Mas deixa cicatrizes. Pensamos sempre que nada pode ser pior do que o que nos está a acontecer, mas o tempo passa e leva o acontecimento consigo, nada deixa se não a memória que, para dar lugar a outras, melhores, mais recentes, vai ficando cada vez mais pequena e mais no fundo. No fim, percebemos que sofremos, sim, mas que, agora que passou, nem foi assim tão mau. Fez-nos aprender e crescer com isso. Contudo, no que toca a sentimentos, acho que mais vale nunca, do que tarde. As pessoas mudam, habituam-se às escolhas que os outros fizeram sem as incluírem, dão-se conta que não têm assim tanta gente do seu lado e começam de novo. É horrível quando, depois de conseguirem isto tudo, depois de conseguirem reerguer-se, vem alguém com o argumento do “ Desculpa, afinal não queria nada daquilo…”. É horrível por saberem o quanto desejaram e lutaram por aquela frase proferida daquela boca no passado, a qual nunca existiu. É horrível por saberem que, agora, aquilo vai mexer com elas, de novo. É horrível por trazerem o passado de volta. No final, chegamos à conclusão de que mais valia ter esquecido mesmo, por completo, para sempre.

De vez em quando é preciso dizer: " Chega. Hoje vai ser diferente. Hoje acabou isto tudo. Hoje quero ser feliz." E fazer por isso.

Até já, desejo-te o melhor de sempre, sê isso mesmo, por favor.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Lembras-te quando sonhávamos que aquilo fosse assim para sempre? Lembras-te quando te dizia que era impossível mudar alguma coisa? E quando fazíamos o que queríamos e acabávamos a rir até nos doer as bochechas? Lembras-te quando me afastava de todos para estar só contigo e comigo, connosco? E ainda quando só nós sabíamos o que sentíamos e tínhamos os nossos próprios segredos, os nossos dias, os nossos momentos, que eram iguais, exactamente os mesmos? Lembras-te quando planeávamos o futuro, que parecia estar tão certo que seria mesmo assim? Lembras-te quando sonhava alto e só tu percebias o real significado do que eu afirmava? E quando te abraçava do nada? Lembras-te? Lembras-te? Eu lembro-me, e não gosto nada. Com todo o respeito, mas divagar sobre o passado não é para mim. O passado? Sim, o passado. Estávamos à espera de quê? Achávamos mesmo que tudo ficaria igual? Não acreditaste quando te disse que iria mudar tudo, radicalmente. Não acreditaste. Não te culpo por nada. Nem a ti, nem a mim. Ninguém tem culpa. Tentei explicar-te isto: “ Não vai ser por eu querer ou tu quereres, vai apenas acontecer, porque tem de ser assim, porque não conseguiremos evitar, eu sei que vai.” Deparo-me com todas as nossas fotografias, tiradas nos melhores momentos e não tenho reacção; reaparo nos sorrisos, nas caras alegres e relembro a felicidade do momento... "Começo a ter uma fome suave, depois percebo que é a saudade." Agora, estamos mais longe que nunca. Dois mundos opostos. Pouco em comum, quase nada, se é que resta mesmo algo. Não sabes tudo, mas sabes muito, sabes o essencial. Sabes que eu, pelo menos eu, mudei. Talvez tenha até mudado muito, não sei dizer-te com precisão. Houve demasiados acontecimentos, nestes últimos tempos. Talvez te deva um pedido de desculpas por tudo isto. Volto a afirmar: não te culpo. Mas lembras-te ainda do que me disseste tu? “Só vai acontecer, se tu quiseres, porque eu não quero.” E eu, queria? Agora já és capaz de perceber por que razão eu te abraçava todos os dias, por que razão eu tinha a necessidade de te dizer que gostava de ti como nunca gostara de ninguém, por que razão eu queria estar sempre contigo. Eu ajudo-te: era por isto.

Queria apenas dizer-te que te amo, e que o teu lugar será sempre teu, aconteça o que acontecer. Amo-te. Amo-te mesmo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Há alturas, na vida, em que precisamos mesmo de nos isolar de tudo e de todos, para percebemos o que estamos aqui a fazer, neste mundo. Fizeste-me pensar que seria um Sempre infinito, no qual eu nunca acreditei verdadeiramente. Sempre soubeste que eu possuía uma definição de “Sempre” diferente da tua, diferente da de todos. É como se, para mim, o vosso “Para sempre” não exista, existe agora e depois, e chega. Os medos? A insegurança? A vontade de não ver tudo o que é maravilhoso? É apenas porque amanhã pode acabar e vamos sofrer. Perdoa-me se me dá uma imagem de quem não sabe nem quer saber, de quem não se importa minimamente, mas sabes perfeitamente que não é assim. Sabes que tenho medo de sofrer mais ainda, embora esteja eternamente grata a quem fez com que eu sofresse no passado. Estou-lhes grata agora que já passou, claro, no momento foi difícil de entender e aceitar. Estou-lhes grata por me obrigarem a perceber onde errei, porque é que errei, fazendo com que eu crescesse, obrigatoriamente. Agora, sou capaz de afirmar que sofrer é bom. É bom porque nos amadurece. Amadurece-nos pelo simples facto de que, ao saber-se sofrer, sofre-se menos. E eu, já sofri muito mais, garanto-te.
Presta atenção a isto: Nem sempre os sorrisos significam felicidade.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um dia, irás perceber… Queria agradecer-te por teres sido tu quem me ajudou, sem te aperceberes. Queria agradecer-te por teres feito, em mim, aquele “click” que eu esperava. Queria agradecer-te por te mostrares uma pessoa interessada em saber. Queria agradecer-te por me fazeres rir. Queria agradecer-te por trazeres os desejos de tudo, de novo. Queria agradecer-te por seres como és, por fazeres o que fazes, por dizeres o que dizes. Queria agradecer-te por me fazeres acreditar que, afinal, é possível. Quero, desde já, agradecer-te pelo que sei que irás fazer por mim. Sim, no futuro. Sim, agradeço-te pelo futuro que sei que me vais dar. Pelo futuro que sei que queres construir comigo. Agradeço-te por isso. E só te peço que não desistas quando parecer que não te dou o devido valor. Peço-te que ignores a minha ignorância. Peço-te que sintas que valerá a pena pelo simples facto de ser por mim, por nós. Peço-te que comeces a mostrar-me o quanto queres conhecer-me e saber como sou, quem sou. Peço-te que me faças acreditar que és uma aposta ganha. Peço-te que o faças. Peço-te que o faças rápido.

 Não serás capaz de perceber que isto te é destinado. Mas sim, estou a referir-me a ti, a ti mesmo.

Um dia, vou ter coragem de te pedir desculpa. Acredita, eu sei que vou.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Água. Azul. Força. Pensamento.

Era quinta-feira. Aula da natação. Estava deprimida, como se faz hábito desde há uns tempos. Sempre me fizera bem nadar um bocado, esquecia-me, por momentos, de tudo e concentrava-me em aprender a nadar decentemente bruços. Mas este dia foi diferente. Comecei a pensar em tudo e mais tudo. Estava chateada com o mundo. Nadei rápido. Relembrei momentos. Nadei ainda mais rápido. Relembrei promessas. Continuei a nadar. Apercebi-me de que tinha conseguido o que queria, embora o temesse mais do que tudo. Não estava sozinha, nunca estive. Mas começo a fartar-me seriamente disto. Nadei mais rápido ainda. Estava desiludida por ter sido eu a dizê-lo, sabendo que iria acontecer, mas só agora cair na realidade de que vai mesmo ser assim e não pode ser de outra maneira. “Passa, Inês”, não me tinha apercebido que não tinha deixado espaço nenhum. Passei e continuei a nadar. Tentei concentrar-me no que estava a fazer: “… direita, esquerda, respira…”. Não demorei muito a perder-me completamente e voltar a trazer à memória os melhores momentos, os piores momentos. As palavras. As frases ditas com cuidado com o intuito de não magoar, embora ambas as pessoas soubessem que a outra sentia o mesmo. Ninguém quer magoar ninguém e, por isso, fingem que o Hoje nunca chegou, fingem que ainda estão no Ontem. Dei por mim a precisar e parar um bocado. Já nem conseguia coordenar convenientemente a minha respiração. Até os pulmões estavam descoordenados. Complica-se tudo quando se misturam as coisas. Mas porque é que isto tem de ser assim?! … “ É difícil, não é?! Parece muito mais simples quando vemos de fora…” Demorei algum tempo a perceber que a professora se estava a referir ao exercício que nos mandara fazer “ ’Bora, Inês, fazes muito melhor que isso, pá!”. Faço?! Será que faço?! Se fosse há sensivelmente 5 ou 6 meses atrás diria sem a mínima dúvida: Faço, sim. Mas agora, agora está tudo diferente.

Apetece-me informar-te: foste a personagem principal deste dia. Sem saber como, ia tudo dar a ti.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Hoje

Hoje, queria dizer-te que é por isto, que não gosto de prometer.

Hoje, queria dizer-te que és a pessoa mais importante da minha vida.
Hoje, queria dizer-te que és a minha gémea e que isso não vai mudar nunca.
Hoje, queria dizer-te que sem ti, estava completamente “na lama”.
Hoje, queria dizer-te que és a minha companheira Hoje e sempre.
Hoje, queria dizer-te o quanto foi importante o teu aparecimento.
Hoje, queria dizer-te que te amo como nunca amei ninguém.
Hoje, queria dizer-te o quanto me custa que estejas longe.
Hoje, queria dizer-te que já não preciso mais de ti.
Hoje, queria dizer-te que amei tudo o que passámos e que significaste muito, muito.
Hoje, queria dizer-te que contigo parece tudo mais simples.
Hoje, queria dizer-te que, quando crescer, quero ser como tu.
Hoje, queria dizer-te que adoro quando rio contigo, por ti.
Hoje, queria dizer-te que a ti, eu não te deixo nunca.
Hoje, queria dizer-te que gostava que fosses mais como eu.
Hoje, queria dizer-te que, de todos, és o mais porreiro.
Hoje, queria dizer-te que não sou agressiva, nem querida, sou uma mistura de algo.
Hoje, queria dizer-te que não sou como tu pensas.
Hoje, queria dizer-te que mudei mesmo, e que ainda não percebeste bem isso.
Hoje, queria dizer-te que me apetece ir falar contigo e saber mais de ti.
Hoje, queria dizer-te que adoro o que estás a fazer.
Hoje, queria dizer-te que estou a crescer e que não me apetece muito.
Hoje, queria dizer-te que estou eternamente grata por seres minha e por tudo o que fizeste por mim.
Hoje, queria dizer-te que te trocava por outro melhor.
Hoje, queria dizer-te que fazes parte do meu Sempre.
Hoje, queria dizer-te “Vês?! Eu bem te tentei avisar...”.
Hoje, queria dizer-te que isto não dependeu só de mim.
Hoje, queria dizer-te que és do que eu tenho mais pena nesta vida.
Hoje, queria dizer-te que era disto que eu tinha medo, quando te disse aquilo.
Hoje, queria dizer-te que estou desiludida.
Hoje, queria dizer-te que ainda preciso de ti.
Hoje, queria dizer-te que, afinal, eu era feliz. Mesmo.
Hoje, queria dizer-te que não tenho vergonha nenhuma.
Hoje, queria dizer-te que gosto muito mais de ti do que tu de mim.
Hoje, queria dizer-te que tenho um segredo.
Hoje, queria dizer-te que (já) não me conheces.
Hoje, queria dizer-te que tenho realmente saudades tuas.
Hoje, queria dizer-te que, sem ti, eu não era o que sou.
Hoje, queria dizer-te que és dos melhores.
Hoje, queria pedir-te desculpa, por tudo.
Hoje, queria dizer-te que nunca te perdoarei.
Hoje, queria dizer-te que quem sai, dificilmente volta a entrar.
Hoje, queria dizer-te que falta pouco para eu partir, para sempre.
Hoje, queria dizer-te que não suporto esperar.
Hoje, queria dizer-te que foste.
Hoje, queria dizer-te que és.
Hoje, queria dizer-te que quero que sejas.
Hoje, queria dizer-te “Amo-te” e sentir aquele friozinho na barriga, de quem ama mesmo, como sentia.
Hoje, queria chegar e ver-te ali, ao meu lado.
Hoje, queria que fosses tu a partilhar comigo as novidades.
Hoje, queria que fosses tu a ter a iniciativa.
Hoje, gostava que te atrevesses a mudar, de novo, por mim.
Hoje, e só hoje, precisava que me dissesses que já nada é o que era. Precisava que me dissesses TU, que mudaste, que mudei, que mudámos. Hoje, precisava de saber que tens essa consciência.
                                                                                                 Amo-te, mesmo.