"Dizem que finjo ou minto tudo o que escrevo. Não. eu simplesmente sinto com a imaginação, não uso o coração."
quinta-feira, 28 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
MRP.
"Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes eflores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir.Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."
Mais palavras para quê? Indiretamente, está lá tudo. E só precisava disso mesmo.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."
Mais palavras para quê? Indiretamente, está lá tudo. E só precisava disso mesmo.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Queres saber uma coisa? Hoje tive a necessidade de ir rever tudo. Tudo de novo. Do princípio ao fim. E revi mentalmente ao som de uma música da qual sei que ainda gostas e ouves. Não chegou, precisei de provas de que aconteceu realmente. Liguei uma vez mais o computador, com a intenção de ir à pasta mais minha, mais nossa. Sabia de cor todos os passos que tinha de proceder para chegar a ela. No entanto, hoje já não é assim. Desapareceu tudo o que possuía de um passado mais recente ou mais longínquo. Apenas o presente se mantém aqui, igual, inalterável. Como já deves ter percebido, das poucas mensagens e fotografias, nada resta, pelo menos para mim. Apaguei algumas, sim, é verdade. Mas não todas. Foram com problemas e tenho plena consciência de que não me voltarás a dar nem uma. Eu não quero, também. Talvez seja melhor assim. A imagem começará a aparecer cada vez mais esbatida na minha mente e acabará por sair de vez, tu próprio o disseste. Mas agora queria saber do que foi feito aquele pouco tempo. Ou melhor, voltar a saber, relembrar. Esqueci? Não, eu não esqueço nada, e tu prometeste que eras incapaz de o fazer. Eu acreditei.
Até ontem, Bipsi.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Invadiste-me os pensamentos como há muito não fazias. Talvez saiba o porquê, mas prefiro fingir que não sei. Cheguei a esta conclusão. Não te tinha dito já? Só me trazes mais complicações e eu não percebo porque razão ainda é assim. Um "Adeus" chegou perfeitamente para a minha cabeça, acredita que chegou, mas...
sábado, 2 de abril de 2011
E para quando um desabafo bom? Para agora. Hoje foi um dia novo. Acordei a sorrir e fiquei-me por aí o resto do dia. Sabes uma coisa? Agora estou feliz. Estou realmente feliz. E sinto-me ainda mais feliz por estar feliz e por ser capaz de o dizer naturalmente e verdadeiramente. Há coisas que se reduziram à insignificância, onde pertencem desde sempre. Senti-me bem, senti-me realmente bem. Ouvir um “Gosto tanto de ti, pá!” vindo de uma pessoa à qual nunca proferimos uma frase do género sabe muito melhor agora. Apetecia-me dizer-lhe o mesmo, mas procurei fazer com que fosse a própria pessoa a percebê-lo. Senti-me como já há muito não me sentia. Senti que já não fico tão frustrada. Que já não acho que me tenha feito assim tão mal, muito pelo contrário. Senti que já deixei de acreditar que seria possível. Agora, tenho tudo para prosseguir. Não consegui, e depois? Não morri por causa disso. Aliás, estou até bastante mais forte, diferente, madura. Cresci e aprendi tanto que nem sei como o fiz. Já sou capaz de sorrir de novo, já não vejo apenas o lado negativo e até só recorro a ele em último caso. Como as pessoas são capazes de nos fazer mudar e perceber que só estávamos a fazer mal a nós mesmos… Agradeço-lhes por isso. Grata agora, depois e para sempre. É Primavera, os pássaros cantam e o sol espreita de vez em quando. Começou um novo mês, começou tudo de novo. Tarde, sim, mas nunca seria pior. Agora só quero concentrar-me exclusivamente em mim. Chega de lamentações. O que está feito, está feito, o que está dito, está dito. Vou deixar tudo o que tiver de deixar, sem medo algum. Vou ser feliz com o que tenho e deixar de me preocupar com o que queria ter. Ainda não tinha reparado em tudo o que me quiseram dar, que eu ignorei. Neste momento, vou dizer “Sim” e mostrar que tenho tudo aquilo de que preciso, tenho tudo o que me faz bem, tenho tudo o que me quiserem dar e eu receber. Tenho tudo e não preciso de mais nada. Mais nada.
Obrigada.
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