Às vezes é preciso deixar acontecer. Deixar que os outros tomem a iniciativa que acham melhor. Deixar que escolham por eles. Deixá-los ser felizes. Deixar que aconteça sem nos intrometermos, embora saibamos que tem tudo a ver connosco. Deixar que se acalme e depois, então, pensar e meditar sobre o caminho a tomar. Decidir seguir, ou não, o caminho que nos traçaram. Pode não ser necessariamente o que desejávamos ou pretendemos, mas, se calhar, é o melhor para todos. É preciso mentalizarmo-nos que, de vez em quando, é preciso colocar um ponto final, um ponto final em algo que nem sequer chegou a começar, mas, ainda assim, um ponto final. Isto porque alguém não se sente bem com algo, porque não está tudo bem, porque não há compreensão mutua. Nem sempre é a realidade, mas é o que se sente no momento que faz tomar as mais variadas decisões, que levarão às mais diversas consequências. “Como não somos puras coisas, temos necessidade de coisas que as coisas não têm. (…) Não te iludas: de uma coisa – ainda que seja a melhor coisa do mundo só podem tirar-se… coisas.” A pergunta que te queria fazer, hoje, não tem muito a ver com esta conversa sem nexo:
“Não será a maior das loucuras querermos as coisas à custa da relação com as pessoas?” Sei que sabes do que falo. Sei que percebes o que digo, sem dizer. Sei que conheces os pensamentos. Eu deixarei acontecer, não tenho direito nem autoridade nenhuma sobre tudo isto. Sei que sabes tudo.
Sem comentários:
Enviar um comentário