E para quando um desabafo bom? Para agora. Hoje foi um dia novo. Acordei a sorrir e fiquei-me por aí o resto do dia. Sabes uma coisa? Agora estou feliz. Estou realmente feliz. E sinto-me ainda mais feliz por estar feliz e por ser capaz de o dizer naturalmente e verdadeiramente. Há coisas que se reduziram à insignificância, onde pertencem desde sempre. Senti-me bem, senti-me realmente bem. Ouvir um “Gosto tanto de ti, pá!” vindo de uma pessoa à qual nunca proferimos uma frase do género sabe muito melhor agora. Apetecia-me dizer-lhe o mesmo, mas procurei fazer com que fosse a própria pessoa a percebê-lo. Senti-me como já há muito não me sentia. Senti que já não fico tão frustrada. Que já não acho que me tenha feito assim tão mal, muito pelo contrário. Senti que já deixei de acreditar que seria possível. Agora, tenho tudo para prosseguir. Não consegui, e depois? Não morri por causa disso. Aliás, estou até bastante mais forte, diferente, madura. Cresci e aprendi tanto que nem sei como o fiz. Já sou capaz de sorrir de novo, já não vejo apenas o lado negativo e até só recorro a ele em último caso. Como as pessoas são capazes de nos fazer mudar e perceber que só estávamos a fazer mal a nós mesmos… Agradeço-lhes por isso. Grata agora, depois e para sempre. É Primavera, os pássaros cantam e o sol espreita de vez em quando. Começou um novo mês, começou tudo de novo. Tarde, sim, mas nunca seria pior. Agora só quero concentrar-me exclusivamente em mim. Chega de lamentações. O que está feito, está feito, o que está dito, está dito. Vou deixar tudo o que tiver de deixar, sem medo algum. Vou ser feliz com o que tenho e deixar de me preocupar com o que queria ter. Ainda não tinha reparado em tudo o que me quiseram dar, que eu ignorei. Neste momento, vou dizer “Sim” e mostrar que tenho tudo aquilo de que preciso, tenho tudo o que me faz bem, tenho tudo o que me quiserem dar e eu receber. Tenho tudo e não preciso de mais nada. Mais nada.
Obrigada.
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