Está dito.
"Dizem que finjo ou minto tudo o que escrevo. Não. eu simplesmente sinto com a imaginação, não uso o coração."
quinta-feira, 31 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
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Às vezes é preciso deixar acontecer. Deixar que os outros tomem a iniciativa que acham melhor. Deixar que escolham por eles. Deixá-los ser felizes. Deixar que aconteça sem nos intrometermos, embora saibamos que tem tudo a ver connosco. Deixar que se acalme e depois, então, pensar e meditar sobre o caminho a tomar. Decidir seguir, ou não, o caminho que nos traçaram. Pode não ser necessariamente o que desejávamos ou pretendemos, mas, se calhar, é o melhor para todos. É preciso mentalizarmo-nos que, de vez em quando, é preciso colocar um ponto final, um ponto final em algo que nem sequer chegou a começar, mas, ainda assim, um ponto final. Isto porque alguém não se sente bem com algo, porque não está tudo bem, porque não há compreensão mutua. Nem sempre é a realidade, mas é o que se sente no momento que faz tomar as mais variadas decisões, que levarão às mais diversas consequências. “Como não somos puras coisas, temos necessidade de coisas que as coisas não têm. (…) Não te iludas: de uma coisa – ainda que seja a melhor coisa do mundo só podem tirar-se… coisas.” A pergunta que te queria fazer, hoje, não tem muito a ver com esta conversa sem nexo:
“Não será a maior das loucuras querermos as coisas à custa da relação com as pessoas?” Sei que sabes do que falo. Sei que percebes o que digo, sem dizer. Sei que conheces os pensamentos. Eu deixarei acontecer, não tenho direito nem autoridade nenhuma sobre tudo isto. Sei que sabes tudo.
sábado, 12 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
"Não preciso de ti, mas tenho saudades tuas"?
E eu a pensar que seria horrível, que demoraria tanto a passar que não iria aguentar. Retrocedi ao Verão, àquele Verão, às conversas e discussões, às trocas de opiniões e previsões das consequências que agora se tornam realidade. Não foi só isso. Agora, é sempre assim: cada vez que relembro algo, vem tudo o resto atrás e deixo automaticamente de ter controlo sobre os meus pensamentos e mudanças bruscas de sentimentos. Sobre as minhas atitudes infantis e imaturas que nem eu própria sei porque as tomo. Sobre o meu humor que está bom e mau numa margem de minutos. Não há nada de mais, há talvez algo de menos. O silêncio calou-nos. A solidão, de uma das maiores fatias do meu coração, está a começar a impor-se cada vez mais fortemente, consumindo o sentimento e deixando apenas memórias do que fora, em tempos; deixando apenas um vazio impossível de ser preenchido. Como é possível passarmos e fingirmos que não vemos? Estás tão longe do meu mundo, que acho que não tenho meios suficientes para chegar ao teu. Não tenho por hábito ser repetitiva. Já te disse isto, mas tenho sempre a necessidade de voltar a dizê-lo. Naquele dia, foste o tema principal do meu pensamento. Tudo me lembrava algo teu, tudo me lembrava de ti. Apanhei o autocarro sozinha, como a maior parte das vezes, e pensei que já não espero que venhas, que já não espero uma mensagem tua a cada cinco minutos, que não vou a correr para o telemóvel com um sorriso na cara, por saber que são novidades tuas, como fiz. Apercebi-me que já não penso tanto em ti, e que já não espero que o faças em relação a mim. Já não espero que me cumprimentes sempre que me vês. Já não espero que me digas que sou importante ou que continua tudo como fora. Já não espero ser a primeira pessoa de quem te lembres quando te disserem “Podes levar outra pessoa contigo” ou “Traz companhia”. Já não espero que me perguntes se posso ou se quero ir contigo. Já não espero… Já não te espero como esperei. Não sei se vais gostar de ler isto ou se tão pouco o farás, mas não sei se é assim tão mau, ao menos estou a deixar de me importar com quem já não se importa e acredita que me sinto feliz com isso, pensei que não seria capaz, mas sou. Sou mesmo, e como já tínhamos constatado “Eu esqueço tudo rápido, ponho tudo para traz das costas demasiado depressa se calhar.” Agora sim, posso dizer-te que é pura realidade. Não sei o que vai acontecer no futuro, mas quero dizer-te mais uma coisa: odeio quando me perguntam, indirectamente por ti, fazem-me lembrar tudo e já passou algum tempo, tu sabes. Só queria que percebesses que já não espero que sorrias quando falam de algo que te faça recordar-me. Que já não espero que penses, que lembres, que sofras. Que já não espero que ames, que já não espero que sintas como sentias, como amavas.
O pior foi ter lido, antes de tudo, quando cheguei a casa: “É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração”
Sabes, os meus códigos? Então… EMJH ZA EIK ZEJZK…
E não gosto nada.
E não gosto nada.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
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Como é possível ainda não ter aqui dito que tenho a MELHOR AMIGA DO MUNDO?! Hoje é o TEU dia e por isso vim aqui, de propósito para te desejar o melhor de sempre e dizer que te amo acima de tudo. Tenho a certeza que ainda te lembras quando, há 2 anos, desejávamos os 14 aninhos como se fosse algo especial e, quando percebemos que não era, os 16 nos ocuparam constantemente a cabeça. Agora já não os queríamos, percebemos que estamos a crescer... depressa demais! Este ano foi diferente de todos os outros e obrigou-nos a mostrarmo-nos como sempre fomos, sem nunca ninguém se ter apercebido do que eramos. Mas não vou voltar a falar disto de novo, não hoje. Hoje quero apenas lembrar-te o melhores momentos, que me estão constantemente no pensamento. Desculpa, mas a época do BLINK foi linda! Ainda hoje me rio com as parvoices todas que fizemos por causa dele... E o questionário de moral?! Fomos, de facto, corajosas! E a montanha de trabalhos de grupo que tivemos o ano passado? Faziamo-los TODOS juntas. O SUMOL e o GENTLEMAN! A praia... ai a praia e o toblerone! E as nossas conversas à beira-mar enroladas nas toalhas a seduzir gente jovem... E quando fomos tocar guitarra para a rua? E andar de patins? (esta última não correu muito bem e nunca mais andei, diga-se de passagem). As fotos todas... e as visitas de estudo.... o cinema e as compras.... a alegria e os abraços.... As aulas de ITIC onde mostravamos sempre as novas músicas... e aquele trabalho que queriamos fazer com aqules bonecos bem estranhos, a simular os adolescentes? E a "kit" a dizer a parte dela, do anjo no auto da barca do inferno e nós e o T a gozarmos? Rimos tanto! E o dinherão que gastámos em telefonemas para o NORTE? Inventámos com cada história que nem sei como (ou se) acreditaram. E quando estávamos a ler o "Perfume" no banco e te caiu aquela coisinha em cima que te sujou o livro e nós pensámos logo que teria sido o "camisinha"? E quando ficavamos chateadas por não nos deixarem ficar na mesma equipa em educação física? Está a ficar tarde e não consigo descrever por meias palavras tudo o que fizemos nestes últimos anos. Crescemos juntas e descobrimos as mesmas coisas, ao mesmo tempo, da mesma maneira. Foste, és e serás, e sei que sabes disso. Sei que sabes que somos diferentes dos outros e que não precisamos de lhes mostrar o que sabemos que está dentro de nós. Só por isso, mereces um sempre mais que infinito. Até posso parecer egocêntrica ou convencida, mas tu sabes que é verdade e, para mim, isso basta-me. Sabes que não nos podemos comparar aos outros, porque vamos achar que, se eles conseguem, nós também conseguimos, mas não. Não estou a dizer que somos melhores ou piores que eles, somos apenas diferentes. Sabes que NINGUÉM sabe como somos tu e eu, juntas, como é ser MÓNÊ. Volto a afirmar: ninguém. Ninguém faz ideia do que fizemos, do que fomos, ninguém mesmo. Mas nós sabemos, e fomos bem mais felizes assim, sempre a pensar que o mundo era SÓ nosso, sem intrusos desmedidos. Amo-te não só por seres tu, vai muito para além disso. É por seres eu, é por seres nós. Amo-te por isso. Amo-te por me teres acompanhado em tudo. Amo-te por seres igual a mim. Amo-te por me completares. Amo-te por me fazeres ser eu.
PS: E a nossa telepatia? A verdadeira, a PIONEIRA! Depois nasceram outras, diferentes... mas a nossa é a nossa.
Os 16 vão ser bem melhores que os 15, garanto-te. Um grande beijão e um abracinho daqueles bem apertados, só nossos.
O que eu sinto por ti vai muito para além de um simples "Amo-te.", mas não arranjo palavra em que caiba tamanho sentimento, por isso fico-me por aqui. Olha, isto vai melhorar, acredita, eu sei que vai.
Eu prometo.
Feliz aniversário, Mó. Amo-te.
(e desculpa o texto não ser o melhor, mas não tenho tempo para mais lamechices, um dia destes escrevo-te um à tua medida (se for capaz)) Amo-te, amo-te mesmo.
PS: E a nossa telepatia? A verdadeira, a PIONEIRA! Depois nasceram outras, diferentes... mas a nossa é a nossa.
Os 16 vão ser bem melhores que os 15, garanto-te. Um grande beijão e um abracinho daqueles bem apertados, só nossos.
Feliz aniversário, Mó. Amo-te.
(e desculpa o texto não ser o melhor, mas não tenho tempo para mais lamechices, um dia destes escrevo-te um à tua medida (se for capaz)) Amo-te, amo-te mesmo.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Neste momento, era capaz de te dizer as piores coisas que podias ouvir da minha boca. Contudo, sei que sabes que estão debaixo da língua, prontas a sair numa conversa “séria” ou discussão. Hoje senti algo novo; algo recém-chegado ao meu coração; algo estranho que ainda não está totalmente assimilado, felizmente ou infelizmente. As saudades estão a tornar-se memórias. Sim, isso mesmo, estão a caminhar em direcção ao cantinho intitulado “Passado.”que existe no lado mais obscuro do meu coração. Não te sei responder a isso. Não sei se é bom ou mau. Não faço ideia. Sempre soubeste que nem eu percebia minimamente os meus sentimentos e as minhas atitudes, embora todas elas parecessem tomadas sob plena consciência das consequências e seu estudo prévio. Sabes perfeitamente o que aconteceu. Cansei-me. Cansei-me de esperar pelo que sei que não quer vir. Cansei-me de pensar que tive sempre o melhor do mundo. Cansei-me de achar que conseguiria levar todos os meus sonhos a avante. Cansei-me de esperar que quisesses tanto como eu. Cansei-me de todas as vezes que tentei, sem nunca conseguir. Cansei-me de pensar sempre nos outros, antes de me lembrar que também existo. Cansei-me. Não suporto que me façam esperar e deixo de o fazer involuntariamente. Nem me apercebo, mas quando me relembram, vejo que já nem faz parte da minha rotina, que deixei tudo o que me deixou. Acredita que me custou muito dizer em voz alta tudo o que disse, tirar da minha cabeça e mostrá-lo ao mundo, imaginando a reacção das pessoas a quem as palavras se destinavam, imaginando-te a ti. Tenho quase a certeza do que me dirias e não arranjei resposta a alguns “porquês” ou comentários. Tenho quase a certeza da tua cara de desespero, de surpresa. Tenho quase a certeza da tua atitude. Teoricamente, já sabia tudo isto de cor desde há muito, muito tempo, mas sabes tão bem quanto eu que, na prática, tudo muda de figura. Ficamos inseguros e amedrontados. Não reagimos, não aceitamos porque não percebemos, mas sabemos que é o que sentimos. Foi? Sim é capaz de ter sido isso… Foi e nunca mais voltará a ser. Porquê? Porque me sentira livre. Feliz e despreocupada, leve. Já não espero tanto de ti. Já não me sinto dependente de ti. Já não sorrio só por ti. Já não me lembro tanto de ti. Pois é, eu senti isso também, agora sabes como é. Memória? A melhor de todas, posso garantir-te, nada mais. E posso voltar a dizer que saudade, agora, não a sinto, mas já sei o que é. Obrigada. E até um ontem que teima em não voltar.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Neste momento, até pode parecer que nada vai passar, mas eu sei que vai. Eu sei que pode demorar muito, mas que vou voltar à menina de sempre. Sei que esta angústia de desejar, mas não poder ter, irá. Mas, por enquanto, deixa-me ser assim. Deixa-me fingir que está tudo bem. Deixa-me mentir a mim mesma, por apenas assim conseguir continuar. Deixa-me gritar até que a voz me doa. Deixa-me sorrir a novos desafios, indesejados. Deixa-me parecer feliz. Deixa-me sentir o que sinto. Deixa-me sofrer como sofro. Deixa-me virar as costas ao mundo que criei. Deixa-me estar no fundo do poço. Deixa-me saber que o arrependimento não mata. Deixa-me dizer-te o que sei que não sabes. Deixa-me confiar sem insegurança. Deixa-me pedir sem falar. Deixa-me receber sem dar. Deixa-me sonhar. Deixa-me amar. Deixa-me aproveitar enquanto sou assim. Deixa-me ser optimista dentro do pessimismo. Deixa-me temer pedir ajuda, querendo fazer tudo sozinha, e permanecer num silêncio angustiante. Deixa-me querer mais, exigir o máximo de mim, lutar com garra e depois perder e cair, de novo. Deixa-me fazer de conta que estou mais feliz que nunca, que tudo valerá a pena, que sorrirei de pura felicidade no final. Deixa-me viver o caminho que escolhi percorrer, embatendo em todos os obstáculos sem excepção, para aprender todas as lições que me fazem falta, ainda. Deixa-me iludir-me, deixa-me chorar e sofrer, deixa-me afastar-me, mas deixa-me. E quando eu disser que tudo mudou, não para melhor, não para pior, que mudou apenas, não reajas. E quando eu disser que estou realmente bem, não insistas. Não voltes a perguntar se não estou a dize-lo da boca para fora. Não me faças pensar e repensar, limita-te a ouvir e a assimilar. E quando eu disser que não trocava isto por nada, não me iludas. Não me mostres outros ângulos de visão que sabes que demorei a abandonar. E quando eu disser que agora tudo faz sentido, não me relembres. E quando eu disser que prefiro, não me magoes. E quando eu disser que a desilusão está a ficar para trás, não sorrias. E quando eu disser que a saudade se está a tornar parte do hábito, não desesperes. E quando eu disser que até gosto realmente, não duvides. Deixa-me ser como sou e viver como escolhi. Deixa ser tudo como é. E lembra-te que, depois de me habituar, o difícil é voltar ao mesmo. E quando eu disser que sou realmente feliz, acredita, porque será verdade.
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