"Dizem que finjo ou minto tudo o que escrevo. Não. eu simplesmente sinto com a imaginação, não uso o coração."
sábado, 13 de outubro de 2012
sábado, 3 de março de 2012
ATA.
(…) Mas houve alguém que ocupou o lugar que outrora foi quase teu. Apareceu a pessoa certa para mim, aquela que me ensinou o que é ser amada. Não chegaste tão longe, é verdade. Porque não pudeste? Talvez. Devo-te um pedido de desculpas longo, doloroso e interminável, não só para ti, para mim também. Sofremos os dois, garanto-te. Tu mais, nunca o coloquei em questão. Agora crescemos. Desenvolvemos outro tipo de sentimentos. Eu por ti e tu por mim. Não posso negar o carinho especial que te tenho, porém, respeito perfeitamente que não me queiras por perto do teu coração. Não cuidei dele como devia. Não proporcionei a felicidade que me pediste. E hoje estamos diferentes, distantes nos assuntos do coração, como se nunca tivesse acontecido nada diferente, nada especial, que nos mudasse e nos fizesse crescer.
Mas aconteceu, não foi? Aconteceu e tu próprio sabes, melhor que eu, que sim. No entanto, no presente, já não o demonstramos. Tens as tuas pessoas e eu tenho as minhas. É verdade que nos afastámos durante algum tempo e sei que me culpas por isso. Admito que possa ser. Mas queria que percebesses que não o fiz por mim. Fi-lo por ti. Sim, por ti. Não estás muito mais feliz agora? Encontraste uma rapariga boa para ti. Uma que cuida de ti melhor do que eu cuidei, certamente. Fi-lo para te dar esta oportunidade de estares feliz. E tu aproveitaste-a. Espero do fundo do coração que estejas feliz com ela, apesar de tudo. Espero mesmo. Espero que ela te dê tudo o que tu mereces e tudo o que sempre me quiseste para te dar.
É verdade o que te disse. Neste momento o meu coração está ocupado. Esta foi a principal razão do meu afastamento. (…)
sábado, 25 de fevereiro de 2012
TDN.
De repente, muda tudo e tudo muda. Deixas de te preocupar com o futuro e com o que “vai acontecer se…”. Deixas de inventar histórias fictícias na tua cabeça que poderão, ou não, ser o que irá acontecer. Deixas de te preocupar se é certo ou errado, se é o melhor ou o pior. Deixas de ter dúvidas e de não saber. Começas a viver o momento e a tirar o melhor dele mesmo. Começas a praticar o “não te leves tão a sério”, o “tas parvo?”. Começas a “praticar o “não me interessa o que pensas de mim””, o “devias ter vergonha” e o “nem pensar”. Deixas de dar importância a quem não te importa. Como somos capazes de ser tão fúteis ao ponto de nos importarmos até com a opinião daqueles não nos importam? Aprendes a rir-te de ti. Ri-te alto, às gargalhadas, com os dentes todos de fora. Aprendes a saber como é bom não teres medos nem inseguranças. “Pratica o erro” se for necessário. Erra uma, duas, três vezes, o que importa? Vais notar que erras cada vez melhor e com mais orgulho. A vergonha de se ter falhado dissipa-se no ar. “Pratica o raro”, o único, “o estrambólico”, “o despropósito”, “o desplante”. Não te enerves nem penses muito. Isso só piora tudo. Entrega-te e pratica o “é cagativo!”. Não te importes, não temas. Se caíres, hás-de levantar-te. Podes demorar, podes demorar muito, mas levantas-te, eu garanto-te. Não te aborreças com gente inútil e tem coragem para dizeres o que pensas cara-a-cara, “pratica o vai para o caralho” se for preciso. Estás na idade de fazer o que te apetece, sem entraves. Diverte-te enquanto podes e enquanto ninguém te leva, ainda, tão a sério quanto isso. Tem medo de crescer. Não sejas sempre forte. Chora, sê sensível. Não deixes que as palavras te afetem diretamente. Manda mensagens bonitas, e espera que te mandem. Sai à noite. Não odeies, só fazes mal a ti, por e simplesmente não dês a importância desejada. Liga aos teus amigos às quatro da manhã quando tens um pesadelo. Espera e não percas a esperança, um dia hás-de ter. Agradece. Quebra todas as regras. Ri-te até te ficar a doer a barriga e as bochechas. Pede desculpa. Perdoa. Não penses demasiado. Conhece melhor os outros, descobre as histórias. Goza o silêncio. Anda de mãos dadas. Não esperes sempre pela sexta-feira, a semana começa na segunda. Sê paciente. Passa o dia inteiro com os teus melhores amigos. Dorme na praia. Vê as estrelas, ouve o mar e luta na areia. Anda às cavalitas. Sê um bom amigo. Lembra-te que o oxigénio é mais importante para o teu coração bater do que propriamente “aquela pessoa”. Sê o teu herói. Partilha o teu saco-cama. Ilude-te e desilude-te. Não te preocupes se as coisas estiverem mal, não pode durar para sempre. Promete, garante. Acredita e confia. Pensa. Lembra e relembra. Nunca esqueças. O passado não se perde, nunca muda e está sempre lá. Dança com fé e canta alto, berra. Faz escândalos. Sê o centro das atenções. Sente falta, sente saudade. Desabafa e pede conselhos. Diz o que sentes, por quem sentes, a quem sentes. Conversa sobre “os velhos tempos”. Pede massagens. Vê o pôr-do-sol e fica acordado até observares o nascer do mesmo. Não deixes que sejas a segunda escolha. E quando estás a sofrer demasiado, deixa, vira a página, pega numa caneta novinha em folha e começa outro capitulo. Partilha. Dá presentes. Faz surpresas. Faz com o que os “adeus” sejam só um “até logo”. Despede-te quando é preciso. Tem noção dos verdadeiros amigos. Dá abraços grandes. Daqueles em que os peitos se juntam e até magoa de tanta força, mas que no final, sabe sempre melhor que tudo. Vais ver muita gente mudar, tu também mudaste. Vai doer, podes perde-los, mas vêm novos, não melhores, não piores, diferentes. Luta pelo que ambicionas. Beija com sentimento. Diz o que o outro quer ouvir, quando é verdade. Dá as razões que forem necessárias para voltarem para junto de ti. Não procures o amor, ele encontrar-te-á. Não sejas preguiçoso. Deseja. Pede. Sorri sempre. Vai, foge quando te apetece e volta só se te apetecer. Agarra oportunidades. Sonha o mais alto possível, a dormir ou acordado. Quando te sentires observado, olha nos olhos da outra pessoa diretamente e sê o último a desviar o olhar. Não stresses com coisas simples. Diz “sim”.Gasta o teu dinheiro todo. Sai com alguém com quem nunca pensaste sair. Vai pelo caminho errado. Esquece o que te magoou. Diz “Amo-te”. Come chocolate. Veste o que te apetece, faz o teu estilo, sê original. Ouve o que gostas. Pisa o risco. Atira-te de cabeça. Toma más decisões. Relembra as boas memórias. Agarra as exceções. Não desistas. Há tantas boas razões para teres um sorriso estampado nessa cara. Sê feliz. E, acima de tudo, AMA. SENTE. E nunca te arrependas de nada, porque num determinado momento, era exatamente o que tu querias. És demasiado novo para te importares com o que quer que seja. Aprende a colocar-te em primeiro lugar. Esta vida é tua, vive-a.
domingo, 13 de novembro de 2011
(Sim, sou criança, e depois?)
Agora que me prometeste tudo, peço-te que não me desiludas. Que não me faças arrepender de te ter dado demasiada confiança. Tu conheces-me tão bem, que de vez em quando fico irritada por não ter como te dizer que não é bem assim o que dizes, porque, de facto, é mesmo assim. E tu só me conheces porque eu me dei a conhecer, eu sei. Faço sempre o mesmo, se calhar não devia tê-lo feito. Mas fiz. Fiz e sei que voltaria a fazê-lo. Não me arrependo de uma única coisa que tenha acontecido. Ainda me lembro de como nos conhecemos. Lembro-me de tudo, sabes, de tudo. Das borboletas na barriga, quando sabia o que querias e eu evitava. Sabes que me sentia bem e que gostava. Sabes… que me sentia bem quando íamos para o jardim e rebolávamos na relva. Sabes que gostava quando me abraçavas e quando me mantinhas no teu colo quentinho. Lembro-me do teu cheiro e odeio quando passa alguém com uma fragrância igual. Essa é tua. Só tua e ninguém tem o direito de passar por mim com o teu cheiro, quando estás longe. Ninguém tem o direito de me deixar essa saudade. Sim, saudade, tu trouxeste-a de volta, sabias? E sei de cor o que é pôr-me em bicos dos pés só para te abraçar com a maior força de todas. Ainda conheço perfeitamente o sentimento dos nossos “abracinhos grandes” aqueles em que eu adormecia ao teu colo e me sabia tão bem sentir-te ali, ao pé de mim. Era a maior sensação de segurança de todas. Naquele momento ninguém te roubaria de mim, eramos só eu e tu, e chegava perfeitamente. Sei de cor o que é adormecer ao teu lado e acordar com os teus sussurros ao ouvido e com os teus beijinhos delicados ou com “Tás acodada nês?” (Sim, porque tu “és uma delas”, sem duvida nenhuma). Adoro olhar-te com aquele olhar especifico e apenas sorrir. E já não sei adormecer sem o teu típico “Amo-te” ou a mensagem de boa noite. Sabes uma coisa? Eu amo-te por muitas razões, mas uma é especial. Amo-te pelo facto de eu agir naturalmente e, mesmo assim, tu me amares por quem eu sou. E venero-te por nunca teres desistido e por te teres esforçado nisto muito mais do que eu. Peço desculpa se de vez em quando te pareço indiferente, mas sabes que não é bem assim, no fundo sabes. Venero teres sido a pessoa que chegou mais longe e que conhece detalhes que mais ninguém conhece, a meu respeito. Sabes de cor os meus gostos e preferências, isso fascina-me. E vou-te contar um segredo: és a única exceção; a minha exceção. E confesso que amo que o sejas. Quando nos conhecemos não fazia ideia do que irias significar para mim, passado tão pouco tempo. E nunca tive oportunidade de te agradecer a tamanha felicidade que trouxeste à minha vida.
Há uns dias, estava preocupada “connosco” e após uma breve conversa, disseram-me “Oh Inês, só tens de estar com quem te faz feliz (…)” pensei automaticamente em ti “Mas eu já estou.”.
Acho que me esqueci, ontem: “Parabéns”.
sábado, 5 de novembro de 2011
Hoje lembrei-me de ti. Lembrei-me daquele dia. Lembrei-me DO dia. Eu tinha tantas dúvidas para esclarecer contigo… E tu nunca te mostraste aborrecido. Mantinhas o teu olhar firme e insensível sempre na direção da linha do horizonte. Aquele olhar de quem sabe tudo, porque já passou por tudo. Aquele olhar de nostalgia que sempre me disseste ser o único que conseguias ter quando te lembravas daquele tal passado que nunca me chagaste a contar por completo. Acho que me deixaste isso, de ti. O olhar imutável, para diante, para o infinito, quando falo de mim. Hoje recordei tudo. Não me perguntes porquê, mas fi-lo. Lembras-te de uma das ultimas perguntas que te fiz, quando me deste a notícia? Perguntei-te “Quanto tempo dura o que é eterno?”. Nesse momento paraste e regressaste da viagem pelo teu pensamento. O teu olhar distante, moveu-se, no espaço de segundos, para a direção do meu. Olhaste-me nos olhos. Uma pergunta à qual não tinhas resposta imediata. Sorri para dentro. Continuaste a olhar-me nos olhos e eu decidi-me a falar com o meu olhar, também. Não sabias responder, mas eu queria mesmo saber a resposta. Voltaste a desviar o olhar sem dizer uma única palavra, e o meu interrogatório prosseguiu. No final, afirmaste com o teu ar sábio, só teu: “Se o “eterno” a que te referes for “nada”, então dura para sempre.” E eu, que nesse último dia, estava revoltada com o mundo, perguntei-te: “E se me referir a “tudo”?”
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