segunda-feira, 11 de abril de 2011

Queres saber uma coisa? Hoje tive a necessidade de ir rever tudo. Tudo de novo. Do princípio ao fim. E revi mentalmente ao som de uma música da qual sei que ainda gostas e ouves. Não chegou, precisei de provas de que aconteceu realmente. Liguei uma vez mais o computador, com a intenção de ir à pasta mais minha, mais nossa. Sabia de cor todos os passos que tinha de proceder para chegar a ela. No entanto, hoje já não é assim. Desapareceu tudo o que possuía de um passado mais recente ou mais longínquo. Apenas o presente se mantém aqui, igual, inalterável. Como já deves ter percebido, das poucas mensagens e fotografias, nada resta, pelo menos para mim. Apaguei algumas, sim, é verdade. Mas não todas. Foram com problemas e tenho plena consciência de que não me voltarás a dar nem uma. Eu não quero, também. Talvez seja melhor assim. A imagem começará a aparecer cada vez mais esbatida na minha mente e acabará por sair de vez, tu próprio o disseste. Mas agora queria saber do que foi feito aquele pouco tempo. Ou melhor, voltar a saber, relembrar. Esqueci? Não, eu não esqueço nada, e tu prometeste que eras incapaz de o fazer. Eu acreditei.

Até ontem, Bipsi.

segunda-feira, 4 de abril de 2011


Invadiste-me os pensamentos como há muito não fazias. Talvez saiba o porquê, mas prefiro fingir que não sei. Cheguei a esta conclusão. Não te tinha dito já? Só me trazes mais complicações e eu não percebo porque razão ainda é assim. Um "Adeus" chegou perfeitamente para a minha cabeça, acredita que chegou, mas...

sábado, 2 de abril de 2011

E para quando um desabafo bom? Para agora. Hoje foi um dia novo. Acordei a sorrir e fiquei-me por aí o resto do dia. Sabes uma coisa? Agora estou feliz. Estou realmente feliz. E sinto-me ainda mais feliz por estar feliz e por ser capaz de o dizer naturalmente e verdadeiramente. Há coisas que se reduziram à insignificância, onde pertencem desde sempre. Senti-me bem, senti-me realmente bem. Ouvir um “Gosto tanto de ti, pá!” vindo de uma pessoa à qual nunca proferimos uma frase do género sabe muito melhor agora. Apetecia-me dizer-lhe o mesmo, mas procurei fazer com que fosse a própria pessoa a percebê-lo. Senti-me como já há muito não me sentia. Senti que já não fico tão frustrada. Que já não acho que me tenha feito assim tão mal, muito pelo contrário. Senti que já deixei de acreditar que seria possível. Agora, tenho tudo para prosseguir. Não consegui, e depois? Não morri por causa disso. Aliás, estou até bastante mais forte, diferente, madura. Cresci e aprendi tanto que nem sei como o fiz. Já sou capaz de sorrir de novo, já não vejo apenas o lado negativo e até só recorro a ele em último caso. Como as pessoas são capazes de nos fazer mudar e perceber que só estávamos a fazer mal a nós mesmos… Agradeço-lhes por isso. Grata agora, depois e para sempre. É Primavera, os pássaros cantam e o sol espreita de vez em quando. Começou um novo mês, começou tudo de novo. Tarde, sim, mas nunca seria pior. Agora só quero concentrar-me exclusivamente em mim. Chega de lamentações. O que está feito, está feito, o que está dito, está dito. Vou deixar tudo o que tiver de deixar, sem medo algum. Vou ser feliz com o que tenho e deixar de me preocupar com o que queria ter. Ainda não tinha reparado em tudo o que me quiseram dar, que eu ignorei. Neste momento, vou dizer “Sim” e mostrar que tenho tudo aquilo de que preciso, tenho tudo o que me faz bem, tenho tudo o que me quiserem dar e eu receber. Tenho tudo e não preciso de mais nada. Mais nada.



Feliz – verdadeiramente feliz.
Obrigada.


E PARABÉNS ao meu BICHO.

domingo, 20 de março de 2011

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Às vezes é preciso deixar acontecer. Deixar que os outros tomem a iniciativa que acham melhor. Deixar que escolham por eles. Deixá-los ser felizes. Deixar que aconteça sem nos intrometermos, embora saibamos que tem tudo a ver connosco. Deixar que se acalme e depois, então, pensar e meditar sobre o caminho a tomar. Decidir seguir, ou não, o caminho que nos traçaram. Pode não ser necessariamente o que desejávamos ou pretendemos, mas, se calhar, é o melhor para todos. É preciso mentalizarmo-nos que, de vez em quando, é preciso colocar um ponto final, um ponto final em algo que nem sequer chegou a começar, mas, ainda assim, um ponto final. Isto porque alguém não se sente bem com algo, porque não está tudo bem, porque não há compreensão mutua. Nem sempre é a realidade, mas é o que se sente no momento que faz tomar as mais variadas decisões, que levarão às mais diversas consequências. “Como não somos puras coisas, temos necessidade de coisas que as coisas não têm. (…) Não te iludas: de uma coisa – ainda que seja a melhor coisa do mundo só podem tirar-se… coisas.” A pergunta que te queria fazer, hoje, não tem muito a ver com esta conversa sem nexo:
 “Não será a maior das loucuras querermos as coisas à custa da relação com as pessoas?” Sei que sabes do que falo. Sei que percebes o que digo, sem dizer. Sei que conheces os pensamentos. Eu deixarei acontecer, não tenho direito nem autoridade nenhuma sobre tudo isto. Sei que sabes tudo.

sábado, 12 de março de 2011

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"




Eu amo-te, bô, amo-te mesmo.

terça-feira, 8 de março de 2011

"Não preciso de ti, mas tenho saudades tuas"?

E eu a pensar que seria horrível, que demoraria tanto a passar que não iria aguentar. Retrocedi ao Verão, àquele Verão, às conversas e discussões, às trocas de opiniões e previsões das consequências que agora se tornam realidade. Não foi só isso. Agora, é sempre assim: cada vez que relembro algo, vem tudo o resto atrás e deixo automaticamente de ter controlo sobre os meus pensamentos e mudanças bruscas de sentimentos. Sobre as minhas atitudes infantis e imaturas que nem eu própria sei porque as tomo. Sobre o meu humor que está bom e mau numa margem de minutos. Não há nada de mais, há talvez algo de menos. O silêncio calou-nos. A solidão, de uma das maiores fatias do meu coração, está a começar a impor-se cada vez mais fortemente, consumindo o sentimento e deixando apenas memórias do que fora, em tempos; deixando apenas um vazio impossível de ser preenchido. Como é possível passarmos e fingirmos que não vemos? Estás tão longe do meu mundo, que acho que não tenho meios suficientes para chegar ao teu. Não tenho por hábito ser repetitiva. Já te disse isto, mas tenho sempre a necessidade de voltar a dizê-lo. Naquele dia, foste o tema principal do meu pensamento. Tudo me lembrava algo teu, tudo me lembrava de ti. Apanhei o autocarro sozinha, como a maior parte das vezes, e pensei que já não espero que venhas, que já não espero uma mensagem tua a cada cinco minutos, que não vou a correr para o telemóvel com um sorriso na cara, por saber que são novidades tuas, como fiz. Apercebi-me que já não penso tanto em ti, e que já não espero que o faças em relação a mim. Já não espero que me cumprimentes sempre que me vês. Já não espero que me digas que sou importante ou que continua tudo como fora. Já não espero ser a primeira pessoa de quem te lembres quando te disserem “Podes levar outra pessoa contigo” ou “Traz companhia”. Já não espero que me perguntes se posso ou se quero ir contigo. Já não espero… Já não te espero como esperei. Não sei se vais gostar de ler isto ou se tão pouco o farás, mas não sei se é assim tão mau, ao menos estou a deixar de me importar com quem já não se importa e acredita que me sinto feliz com isso, pensei que não seria capaz, mas sou. Sou mesmo, e como já tínhamos constatado “Eu esqueço tudo rápido, ponho tudo para traz das costas demasiado depressa se calhar.” Agora sim, posso dizer-te que é pura realidade. Não sei o que vai acontecer no futuro, mas quero dizer-te mais uma coisa: odeio quando me perguntam, indirectamente por ti, fazem-me lembrar tudo e já passou algum tempo, tu sabes. Só queria que percebesses que já não espero que sorrias quando falam de algo que te faça recordar-me. Que já não espero que penses, que lembres, que sofras. Que já não espero que ames, que já não espero que sintas como sentias, como amavas.

O pior foi ter lido, antes de tudo, quando cheguei a casa: “É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração
Mas para te ter escrito, para ter pensado em ti desta maneira, é porque ainda tenho alguma esperança, ou não? E eu, a ti, prometi-te eternidade.
Sabes, os meus códigos? Então…       EMJH ZA EIK ZEJZK…
E não gosto nada.