Estou farta de fingir que está tudo bem.
"Dizem que finjo ou minto tudo o que escrevo. Não. eu simplesmente sinto com a imaginação, não uso o coração."
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
..... .. ...
Mas, depois de tudo, continuamos a pensar e a acreditar no mesmo. Embora saibamos que nunca voltará: “O que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira, e querer muito é poder, mas o que foi não volta a ser.”. Passou e nem demos conta. Lembras-te? “Achas que também se treina o coração?” E agora te respondo: Sim treina-se. Ninguém nunca te irá explicar como ou porquê. No momento saberás o que fazer e como fazê-lo. Eu soube, e fiz. Agora, não esperes a menina de sempre, aquela querida e amorosa, aquela simpática e sorridente, aquela compreensiva e diferente, aquela única e especial. Agora, não esperes o que fui, o que era. Não esperes nada. Não me esperes nunca. Não me esperes a mim. Porquê? Treinei-me.
Provavelmente não vais perceber o que se passa nesta minha novela da vida real. Mas agora, és apenas obrigado a afirmar uma coisa: Parabéns, Inês. Parabéns.
E eu?! "Obrigada".
1 mês, parabéns a ti, 16 anos, parabéns a mim.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
- Vida, vida, vem cá
Hoje apetecia-me falar com a vida. Apetecia-me pedir-lhe as justificações de tudo ter mudado. O porquê, o como. Apetecia-me discutir com ela e dizer-lhe tudo o que penso; e dizer-lhe que nem ela me serve de nada, agora. Contudo, cheguei depois à conclusão de que fui eu que o pedi e desejei com todas as minhas forças, no passado. Queria apenas explicar-lhe que desejei uma mudança brusca, sim, mas para melhor. Tenho a certeza de todos os argumentos que ela usaria para se defender das minhas acusações e dou-lhe razão em alguns… não em todos. Não pedi nada disto. Não quero, não gosto. E nem sequer consigo aceitá-lo. Estou a demorar demasiado tempo a habituar-me e não percebo porquê. Nunca fui assim, nunca reagi assim a nada, nunca foi assim tão complicado. Agora desejo que volte tudo ao mesmo, que volte a sentir como sentia, a acreditar como acreditava, a confiar como confiava, a sorrir como sorria, a fazer como fazia, a perceber como percebia. Agora desejo a minha vida de sonho de volta. Sou obrigada a ambicionar nem um décimo daquilo que ambicionei em tempos. Mas antes, a vida devia explicar-me o que me fez. O que me fez a mim e o porquê de mo ter feito. O porquê de me ter mudado, de os ter mudado, de ter mudado tudo. Exijo uma explicação de como funcionam as coisas agora, do que devo fazer, com quem e quando. Exijo que me mostre um caminho sem obstáculo algum, por não ter mais fontes de forças para os enfrentar como enfrentaria. Exijo que me ajude a compreender a pessoa em que me tornou.
Um dia, vou perguntar-te o porquê de me teres oferecido o balão do Acreditar, mas me teres deixado a voar sozinha.
Um dia, vou perguntar-te o porquê de me teres oferecido o balão do Acreditar, mas me teres deixado a voar sozinha.
sábado, 1 de janeiro de 2011
"Se calhar devias escrever algo sobre ti, já tentaste?"
[De facto não, nunca tentei, vamos ver ao que me leva.]:
Capricórnio (com tanto gosto, pá!). Ambiciono demais: aquilo que sei que não posso nem vou ter. Não sou muito teimosa, sou persistente (é diferente, sim) e só nas coisas que realmente importam. Orgulhosa por não possuir o que pretendo, quem pretendo. Amuo; faço birra (e só atura quem está para isso: gente verdadeiramente paciente, admito) e poucas são as vezes em que dou o braço a torcer (mas sim, cedo de vez em quando, consoante as situações). Só gosto do Verão por estarmos de férias. Prefiro a Primavera, não me enjoo do tempo sempre igual. Odeio roupa de inverno, não tenho. Não sou a pessoa mais querida do mundo, mas também não sou assim tão fria como se pensa. É apenas necessário que se perceba que demoro algum tempo a mostrar-me a gente estranha à minha vida. A forte personalidade… atrai-me, assim como o ser misterioso e diferente. Diferente? Mas quem é que é igual?! Eu sou normal, como muitos: “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Caio na rotina e demoro a sair. Habituo-me rapidamente, o que em certas ocasiões é mau, muito mau. Vivo no medo e na insegurança. Sempre rodeada por dúvidas. E a maior delas? Tenta perguntar-me: “Quem és tu?”, nem eu sei (ainda) o que sou, quem sou. Sorrio por tudo e por nada e tenho uma covinha na bochecha do lado... direito? E não me orgulho muito disso. Aparentemente calma e tranquila. Tento estar na minha. Nunca faço o que programo. Tento planear tudo, odeio improvisos (“O melhor improviso é aquele que é treinado muitas vezes” mas, a mim, falta-me tempo). Ninguém sabe tudo. Não me dou a qualquer um. Adoro sentir-me importante. Tenho a melhor gente do meu lado e sabes porquê? Porque todos têm personalidade desigual, nada de gente normal e ainda porque me ensinaram a temer a solidão. Não vivo no passado, mas vivo por causa do passado, vivo por ele. E quando algo corre mal? Espero e desespero. Não suporto sentir-me observada. Não suporto que me conheçam a 100%. Rejeito, muitas vezes, ofertas apenas por não serem feitas à minha maneira, do meu jeito. Sou o mais egoísta possível, odeio partilhas, odeio a metade, se dizem “É para a Inês. É da Inês.” é porque é meu, e acabou. Gosto de ter tudo por inteiro. E gosto do que é meu. Ponho facilmente pontos de final. Mal colocados? De vez em quando, sim. Mas não volto atrás, o orgulho consome-me antes mesmo de pensar em fazê-lo. Não gosto que me digam que sou complicada ou difícil. Não sou, de todo. E quem me diz isso são apenas pessoas que não estão para procurar conhecer-me melhor. E se assim é, não me dou a conhecer. Basicamente, sou muito mais que isto. Mas por agora chega, depois continuo (ou talvez não).
Capricórnio (com tanto gosto, pá!). Ambiciono demais: aquilo que sei que não posso nem vou ter. Não sou muito teimosa, sou persistente (é diferente, sim) e só nas coisas que realmente importam. Orgulhosa por não possuir o que pretendo, quem pretendo. Amuo; faço birra (e só atura quem está para isso: gente verdadeiramente paciente, admito) e poucas são as vezes em que dou o braço a torcer (mas sim, cedo de vez em quando, consoante as situações). Só gosto do Verão por estarmos de férias. Prefiro a Primavera, não me enjoo do tempo sempre igual. Odeio roupa de inverno, não tenho. Não sou a pessoa mais querida do mundo, mas também não sou assim tão fria como se pensa. É apenas necessário que se perceba que demoro algum tempo a mostrar-me a gente estranha à minha vida. A forte personalidade… atrai-me, assim como o ser misterioso e diferente. Diferente? Mas quem é que é igual?! Eu sou normal, como muitos: “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Caio na rotina e demoro a sair. Habituo-me rapidamente, o que em certas ocasiões é mau, muito mau. Vivo no medo e na insegurança. Sempre rodeada por dúvidas. E a maior delas? Tenta perguntar-me: “Quem és tu?”, nem eu sei (ainda) o que sou, quem sou. Sorrio por tudo e por nada e tenho uma covinha na bochecha do lado... direito? E não me orgulho muito disso. Aparentemente calma e tranquila. Tento estar na minha. Nunca faço o que programo. Tento planear tudo, odeio improvisos (“O melhor improviso é aquele que é treinado muitas vezes” mas, a mim, falta-me tempo). Ninguém sabe tudo. Não me dou a qualquer um. Adoro sentir-me importante. Tenho a melhor gente do meu lado e sabes porquê? Porque todos têm personalidade desigual, nada de gente normal e ainda porque me ensinaram a temer a solidão. Não vivo no passado, mas vivo por causa do passado, vivo por ele. E quando algo corre mal? Espero e desespero. Não suporto sentir-me observada. Não suporto que me conheçam a 100%. Rejeito, muitas vezes, ofertas apenas por não serem feitas à minha maneira, do meu jeito. Sou o mais egoísta possível, odeio partilhas, odeio a metade, se dizem “É para a Inês. É da Inês.” é porque é meu, e acabou. Gosto de ter tudo por inteiro. E gosto do que é meu. Ponho facilmente pontos de final. Mal colocados? De vez em quando, sim. Mas não volto atrás, o orgulho consome-me antes mesmo de pensar em fazê-lo. Não gosto que me digam que sou complicada ou difícil. Não sou, de todo. E quem me diz isso são apenas pessoas que não estão para procurar conhecer-me melhor. E se assim é, não me dou a conhecer. Basicamente, sou muito mais que isto. Mas por agora chega, depois continuo (ou talvez não).
Para perceberes bem, imagina apenas uma t-shirt amarela (linda), se eu disser que é verde, diz que sim, apenas para eu ficar contente (e sim, a t-shirt continua a ser verde). Feitio (quase)impossível, mas que não vai mudar nunca: INÊS PENA AGUIAR.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Saudade?
Tenho saudades de 2010. Tenho saudades de proferir apenas frases declarativas e afirmativas. Tenho saudades de pensar em cores quentes. Tenho saudades de não me importar com as opiniões que se formam acerca de mim e da minha pessoa. Tenho saudades de andar por andar. Tenho saudades de querer crescer. Tenho saudades de fugir de tudo e estar só comigo. Tenho saudades de estar contigo e com ela e com ele. Tenho saudades de vocês. Tenho saudades da minha gente toda unida como outrora esteve. Tenho saudades de errar sem medo. Tenho saudades do Sol. Tenho saudades da Lua. Tenho saudades de dizer o que quero. Tenho saudades de não pensar demais. Tenho saudades de não me importar com a imagem que passo de mim. Tenho saudades de ouvir. Tenho saudades das minhas coisas. Tenho saudades de rir até ficar sem jeito. Tenho saudades daqueles sentimentos tão puros. Tenho saudades da liberdade. Tenho saudades de ter um objectivo. Tenho saudades da felicidade. Tenho saudades de me sentir única e especial. Tenho saudades de ir, sem medo de nunca mais voltar. Tenho saudades de achar que teria apenas memórias boas. Tenho saudades de ler. Tenho saudades de não saber o que é a ilusão ou a desilusão. Tenho saudades de abraçar com sentimento. Tenho saudades da sorte. Tenho saudades de sonhar o mais alto possível. Tenho saudades de querer, poder e ter. Tenho saudades de ganhar. Tenho saudades dos Sempres. Tenho saudades de apenas ter medo de vir algum dia a ter medo. Tenho saudades do passado. Tenho saudades de passar apenas bons momentos. Tenho saudades do presente. Tenho ainda mais saudades do futuro. Tenho saudades da confiança. Tenho saudades da segurança. Tenho saudades de fazer o que tenho a certeza que está correcto. Tenho saudades de fazer por fazer. Tenho saudades de pensar que o final é sempre feliz. Tenho saudades de ser vencedora. Tenho saudades de viver num mundo cor-de-rosa. Tenho saudades da ambição. Tenho saudades daquele sorriso verdadeiro. Tenho saudades de não precisar de escrever. Tenho saudades de só conseguir desabafar com a Lua. Tenho saudades de não contar. Tenho saudades de cantar com vocês. Tenho saudades de dançar. Tenho saudades de ser extravagante com sentimento. Tenho saudades de desenhar como desenhei, sem ninguém saber. Tenho saudades do tempo. Tenho saudades de sentir. Tenho saudades de não saber sofrer. Tenho saudades de não me importar. Tenho saudades das mudanças. Tenho saudades de ser eu. Tenho saudades de mim. Tenho saudades de ti. Tenho saudades de não precisar de nada, por já ter tudo. Tenho saudades de não pedir, por não precisar. Tenho saudades de não ter a necessidade de frizar os meus sentimentos. Tenho saudades de não precisar de algo, para me lembrar, para me trazer memórias. Tenho saudades de ser "fácil" e compreendida por todos. Tenho saudades de mais mil e uma coisas e acontecimentos passados e futuros. E, acima de tudo, tenho saudades de não sentir a saudade.
"A casa da saudade chama-se memória, é uma cabana pequenina a um canto do coração." Sim, eu sinto saudade. Sim, é algo novo em mim. Sim, já aprendi o que é. Não, não gostei muito.
"A casa da saudade chama-se memória, é uma cabana pequenina a um canto do coração." Sim, eu sinto saudade. Sim, é algo novo em mim. Sim, já aprendi o que é. Não, não gostei muito.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Confesso - I
E quando dizias que gostavas mesmo de mim? Adorava, admito-o, agora já sem medos. E quando tentavas, indirectamente, dizer-me o que achavas e pensavas de mim? Eu percebi tudo, confesso, embora te tenha feito dizeres tudo directamente; sentimentos complexos descritos em palavras simples… “És difícil.”, afirmaste. Não me importei, nada me fascinava mais que saber exactamente, sem a mínima dúvida, o que realmente pensavas que eu era. Numa coisa acertaste em cheio e ainda hoje não sei como nem porquê: “ (…) demoras assim tanto ou nunca mostras realmente os teus sentimentos?!”, fiquei perplexa, a olhar-te fixamente. Nem eu própria me tinha ainda apercebido que havia realmente razões e fundamentos para essa questão me ser colocada. Pedi-te que tentasses, tu, perceber como funcionava eu. Achei (pura ignorância minha, claro) que não tinhas encontrado a melhor resposta à tua própria pergunta, nesses teus escassos minutos de procura. Suspirei de alivio. (...)
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Sou
Imatura? Deixa ser. Infantil? Pois sou. Criança? É o meu sonho. Só elas são livres de dizer o que pensam e sentem. Só elas são ingénuas ao ponto de não saberem o Porquê. Só elas não sabem nem querem saber. Ser criança é o que todos nunca deveriam deixar de ser. É ser maior que tudo. É a melhor fase de todas. É o que nos faz acreditar, mesmo sabendo que não é o melhor, que vamos perder, que vamos sofrer. Ser criança é voar mais alto, sem se preocupar com queda. É nunca desistir de nada. É confiar em todos. É esquecer antes de perdoar, mesmo sem dar por isso. É não ter medos nem inseguranças. É não pensar antes de agir, e agir por impulso, no momento. Só elas conseguem fazer amizades sem precisarem de apresentações. Só elas acreditam realmente na palavra. Ser criança é ser superior ao adulto. É prestar atenção às coisas insignificantes que, juntas, são o significado de tudo. É ser feliz todos os dias. É sorrir porque está sol. É querer viver para sempre. É aceitar as ideias dos outros. É ter tantos amigos, quantas as pessoas que se conhece. É errar diariamente e aprender com isso. Ser criança é o que eu quero ser hoje e sempre. É o que eu nunca quero deixar de ser. Sou imatura, sou infantil, sim. E criança?
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