domingo, 26 de dezembro de 2010

Confesso - I

E quando dizias que gostavas mesmo de mim? Adorava, admito-o, agora já sem medos. E quando tentavas, indirectamente, dizer-me o que achavas e pensavas de mim? Eu percebi tudo, confesso, embora te tenha feito dizeres tudo directamente; sentimentos complexos descritos em palavras simples… “És difícil.”, afirmaste. Não me importei, nada me fascinava mais que saber exactamente, sem a mínima dúvida, o que realmente pensavas que eu era. Numa coisa acertaste em cheio e ainda hoje não sei como nem porquê: “ (…) demoras assim tanto ou nunca mostras realmente os teus sentimentos?!”, fiquei perplexa, a olhar-te fixamente. Nem eu própria me tinha ainda apercebido que havia realmente razões e fundamentos para essa questão me ser colocada. Pedi-te que tentasses, tu, perceber como funcionava eu. Achei (pura ignorância minha, claro) que não tinhas encontrado a melhor resposta à tua própria pergunta, nesses teus escassos minutos de procura. Suspirei de alivio.  (...)

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