segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Para quê?

Para quê amar?!
Para quê desejar o infinito?!
Para quê sentir?!
Para quê desejar a presença e difamar a ausencia?!
...se tudo acabará um dia?
Nada vai restar para além de uma simples memória, oca, abstracta. O concreto já terá passado, já se terá dissipado por completo com a felicidade do momento. Ficará apenas a recordação de tentarmos, a todo o custo, sermos o mais feliz possivel. Ou o mais parecido com tal sentimento. Enganamo-nos tantas vezes... A felicidade não é algo fácil. Precisamos de nos sentir concretizados para sermos felizes. O que vai restar? Uma saudade; uma ausencia de um ser, de um sentimento; algo forte, mas passado. Passado frio, apenas por ser passado. Passado sofrido, por voltar a ser desejado. Amaste? Significou?
 O mais que se possa imaginar. Valeu a pena? Se valeu... Esqueceste?    ...

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