MINHA SIS! Está tudo dito. É impossível estar normal quando se está contigo. Tu e a (a)normalidade têm a relação mais cúmplice conhecida. Um dia destes vamos andar à porrada para apanhar muitas estaladas, sim?! Desculpa, mas é um desejo meu ver-te nessas figuras, uma vez que ja bastes tudo e todos quando estás no teu "perfeito juízo". E é por isso que te Amo, sempre!
"Dizem que finjo ou minto tudo o que escrevo. Não. eu simplesmente sinto com a imaginação, não uso o coração."
sábado, 16 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Voltámos a ver-nos e não sei o que senti. Apeteceu-me rir e chorar ao mesmo tempo. Tínhamos algo especial que se evaporou por ação do tempo. Deixámo-nos mutuamente. Ambos sabíamos que iria acabar, mas preferimos aproveitar o presente que agora é passado. O melhor passado. Lembraste? Eu nunca te deixei realmente… E esperava que não o tivesses feito. Apeteceu-me rir por ter percebido que continuas com o mesmo olhar intenso e penetrante quando me olhas nos olhos. Apeteceu-me rir para mostrar o quanto me senti feliz com isso. Senti-me feliz por teres exatamente o mesmo sorriso, igual, sedutor e profundo, verdadeiro. Senti-me feliz por teres olhado para a tua mão em cima da mesa como se pedisse que a minha a aquecesse por momentos, no dia mais quente do ano. Apeteceu-me rir para verificar se a tua gargalhada ainda se mantinha inalterável. Como quando riamos juntos à beira-mar, nas noites quentes de um verão que passou. Como quando caías em cima de mim com a desculpa de já não estares ciente. E sorri por perceber que ninguém te tinha mudado. Mas depois, apeteceu-me chorar por não poder dar-te a mão, nem dizer-te o quanto orgulhosa estava por seres o mesmo. Por não sermos dois sentados numa esplanada, mas três. Por perceber que ela ocupou o lugar que outrora foi meu. Apeteceu-me chorar por ter medo de te abraçar, por não saber se ainda querias, se ainda sentias. Mas sorri. Sorri como se estivesse tudo bem e como se o meu coração não batesse a mil de cada vez que sentia o teu olhar observar-me enquanto eu fingia olhar o mar, concentrada nas ondas. Sorri como se também tivesse seguido em frente, como se não me apetecesse rir e chorar ao mesmo tempo. Sorri por teres sorrido para mim e teres olhado para baixo, como quem pede desculpa. Sabias que o meu sorriso não era o mesmo que o teu, não era o verdadeiro. Mas sorri como quem dizia que não havia problema, que estava tudo bem. E, de seguida sorri ainda mais. Sorri mais por perceber que ainda sabíamos falar por entre olhares e sorrisos. Sorri por saber que ainda percebias exatamente o que eu queria dizer. E voltei a virar a cara. O sorriso manteve-se, mas mudou. Era um sorriso triste. Sim, aquele que quando eu tinha tu corrias para mim e me fazias cócegas, aquele que quando eu tinha tu me atiravas água à cara e fugias de mim, aquele que quando eu tinha tu me atiravas para a relva e me obrigavas a rebolar contigo. Não o esbocei de propósito, mas tinha plena noção que era o que eu tinha estampado na cara. E olhei-te. Precisava de ter a certeza que não fazias nada para mo tirar da cara. E desiludi-me. Nem estavas a dar-me atenção. Desesperei. Desesperei por não ter tido coragem de correr para ti assim que me acenaste para me indicar que era ali que estavas à minha espera. Desesperei por não te ter dado o maior abraço do mundo em vez de ter proferido um simples “Olá”. Desesperei por não ter tido coragem de me sentar ao teu colo e de te dar um beijinho no nariz e esperar pelo meu beijinho na testa. Desesperei por não ter ignorado o terceiro elemento e ter feito o que me ia no pensamento. Por não ter fingido que continuava tudo igual, como já vi muitas pessoas fazerem. No inicio, a outra pessoa (tu) sentir-se-ia estranha e confusa, mas acabaria por entrar na onda. Eu sei que o farias. Disseste que farias tudo por mim. Contudo, em vez disso, fingi que estava contente por ti. Fingi, sim, sabes que fingi, eu não sou pessoa de mostrar que estou mal quando os outros estão bem. Foste tu quem me fez ver isto. E tu estavas bem, estavas muito bem. Este teu verão já não era comigo, já não era meu também. Mas no fim voltei a sorrir. Sorri por te teres despedido com um abraço. Foi o melhor abraço para toda a eternidade, naquele momento, ignorámos que estivéssemos rodeados de pessoas, ignorámos que a nova pessoa da tua vida “voltasse dentro de cinco minutos” e surraste “Eu também não queria nada disto, desculpa, Larela…”. Nesse momento, preferi cheirar o teu perfume, que era o mesmo, aquele que eu escolhi para ti. Nesse momento, preferi ficar calada e voltar a sentir o teu batimento cardíaco junto a mim. Nesse momento, preferi fechar os olhos e retroceder no tempo, preferi dizer “Amo-te, Bipsi” a olhar-te nos olhos. Senti a tua boca a mexer-se, senti o teu sorriso a ser esboçado e imaginei-o, na minha cabeça, conseguia vê-lo perfeitamente, nunca o esqueci, na verdade. Não retorquiste o “Amo-te”, estava na hora de retirar o teu corpo de entre os meus braços, mas ambos ficámos mais um pouco. Não queríamos. O teu nome suou nos meus ouvidos e soube logo que era a minha deixa para ir. E fui. Sem olhar para trás, retirei a minha cabeça do teu ombro e o meu nariz que se encaixava na perfeição com o teu pescoço, deixei o teu tronco sem o suporte dos meus braços e fui. Virei costas e fui embora. “Espera, eu…” Tu?! Tu tens uma vida nova, sem mim… O teu odor seguiu-me até à paragem do autocarro, entrou comigo e sentou-se ao meu lado, no vazio que se fazia sentir. Como era possível?! Coloquei os phones nos ouvidos e todas as músicas me lembravam a tua pessoa. Felizmente, recebi uma chamada que me fez esquecer-te, por instantes. Mas tinhas de voltar, não é? Sempre foste persistente, mas sabias perfeitamente que já me tinha habituado a viver sem ti! Era hora de ir dormir e voltaste. E eu amei que voltasses, confesso... que fosses tu a voltar, em vez de eu. Amei.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Confesso II
-Lembraste quando te perguntei o que aconteceria se aquilo acabasse?
-Lembro.
-Respondeste…
-…que ia sentir saudades, sim.
-Sentes?
-A seguir disseste que não sentia isso.
-Não respondeste à minha pergunta.
-Tu também não respondeste à pergunta que te fiz.
-Não tem nada a ver…
-Exato, já não tem nada a ver.
-Estás distante…
-Esqueceste-te de me ensinar a esperar.
(…)
-Tu estás mesmo a desesperar, não estás?
-Estou.
-Se estiveres igual, digo que não vais desistir…
- Não estou.
-Eu conheço-te...
-Conhecias.
Estranhos? Totalmente.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Eu tive medo, muito. Quantas vezes pedi, implorei por que aquele dia nunca chagasse? Nem eu sei bem. Sei que foram muitas, demasiadas vezes. E agora? Agora não há volta a dar. Não vai voltar a ser como era, como foi. E sabes o que mais me irrita? Irrita-me nem teres dado por isso. Irrita-me achares que tudo é fácil. Queres uma novidade? Não, não é fácil. E não sou uma boneca que quando te apetece brincar um pouco vais buscar e que passado algum tempo pões na prateleira para só voltares a pegar nela quando te apetecer de novo ou perceberes que afinal até tens mais uma coisa engraçada com quem brincar. Quando estamos em sintonia tudo é simples, mas deixámos de estar. E acredita que me custou. Custou muito. Eu disse-o em voz alta, para ver se me entrava mesmo na cabeça “Esquece, se não quer, não vais ser tu a querer. Há mais gente no mundo. Melhor? Talvez sim, talvez não. São diferentes. Mas isso não é necessariamente mau, sabes disso. Se calhar é mesmo bom, se calhar é mesmo o melhor.” Não me arrependo de nada. Há pouco tempo cruzei-me com uma pessoa, não estava nos meus dias, por tua causa “Conheces o Charlie Chaplin?” “Sim…” “Durante a nossa vida conhecemos pessoas que vêm e que ficam. Outras que vêm e passam. Existem aquelas que vêm, ficam e depois de algum tempo se vão. Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar… Não te preocupes, conheces mas gente capaz de te dar tanto ou mais ainda. O tempo vai ser sempre o melhor remédio, mas os seus resultados nem sempre são imediatos. Há que aprender a esperar.” “E se eu não quiser perder ninguém? E se não me apetecer esperar? E se eu estiver farta disto?” “Não tens de querer ou de deixar de querer, se te faz sofrer, obviamente não te merece. Não tem de apetecer. Vais aprender a esperar sem ansiar que chegue outro alguém. É óbvio que estás farta, mas não faças nada de que te arrependas. Não sejas dura nem insensível. Aguarda.” “Tu não me conheces.” “Tu também não me conheces. Mas vais levar as minhas palavras a sério. Eu sei que vais.” “Vou?” “Vais.”. E a verdade é que levei mesmo. Era um daqueles dias em que nem me apetecia esconder o que eu sentia. Era um daqueles dias em que se viesses falar comigo ou acabávamos com um sorriso estampado na cara ou a caminhar em sentidos opostos. Apetecia-me estar sozinha e ter o meu momento. E sabes? Eu aprendi a viver com pessoas novas. E gostei da sensação. Agora já não sei se fui uma daquelas pessoas que veio, ficou e passado algum tempo se foi. Agora já não sei se fui uma daquelas pessoas que veio e que se foi com uma enorme vontade de ficar…
Beijo no nariz, Tchinky.
domingo, 19 de junho de 2011
Sabes o quanto eu agradeci por te ter na minha vida, como tenho? Não, não sabes. Eu prometi que te escrevia um dia destes. Não há dia melhor que hoje. O ciclo acabou, quantas vezes pedimos juntas, com a maior das nossas forças, que este dia chegasse? Não têm conta, de facto. Passámos muito, é verdade, pouca gente sabe. Arrisco-me mesmo a dizer que ninguém sabe, só nós. Contudo, tu foste muito para além do esperado, muito para além do que eu pedi. Foste quem esteve sempre lá para ouvir os meus desabafos, foste quem soube sempre os dois lados da história, foste quem me ajudou na escola mais do que toda a gente deste mundo e acredita que te estou eternamente grata por isso. As escola… As aulas sem ti teriam sido o quê? O desespero total. Afirmo-o com a maior das certezas. Foste tu quem fez perguntas parvas, quem fez caras feias, quem inventou brincadeiras tolas, quem gozou, quem riu, quem cantou, quem dançou... eu sei lá! Sei que nunca me ri tanto como o que rio habitualmente contigo. Foste quem me chamou a atenção para todos os testes e trabalhos, foste quem me ajudou quando estava na lama, foste quem me ajudou a ter sempre o trabalho de casa feito e pronto, foste quem me emprestou milhões de folhas de teste, foste quem me disse “Vá, estuda mais um pouco…”, foste quem me fez as cabulas para a calculadora, foste quem me disse o que a stora de física perguntava todas as sextas-feiras… Foste mais que uma amiga, acredita! E depois, fizeste-me ver sempre o lado mais simples das coisas, ajudaste-me a perceber algumas atitudes de umas certas e determinadas pessoas. Apoiaste-me sempre em tudo, sem pestanejar. Passamos momentos que ninguém imagina. Momentos parvos, os melhores momentos. Sozinhas? Primeiro sim, depois conformámo-nos com o sucedido e seguimos em frente. A vida não se resume ao passado, resume-se antes ao futuro e aprendemos isso não há muito tempo. Há coisas que ficam e coisas que vão e fizeste-me perceber isso quando disseste “Não, Inês, eu não vou, vai tu…”. Horas de almoço sozinhas, intervalos sozinhas. Temos novas e boas pessoas do nosso lado e entendemos isso a tempo. Alguns são mesmo excelentes. O que eu mais venero em ti? Nunca me teres desiludido. Foste a única pessoa com quem eu nunca me chateei a sério e a única que eu disse “É a Sofia, não vou ser parva com ela…” Porquê? Era a maneira de te agradecer tudo o que fizeste por mim. Por teres sido a única que nunca me disse nem pensou (suponho) nada do género “Pronto Inês, faz o que quiseres, a vida é tua, caguei”, por nunca teres cagado em mim, por nunca te teres fartado e me mandado para o outro lado, embora eu saiba que de vez em quando era o que te apetecia. Venero-te por isto. Por me teres mostrado sempre o teu ponto de vista e me teres feito ver que não, eu não estou maluca. Por me teres explicado o que, para ti, era o importante a fazer, o caminho mais fácil e simples que eu não via. Tu mostraste-mo. E eu segui-o. Por seres a única pessoa que nunca me disse “Eu avisei-te.”, mas antes me teres dito que eu estava certa. E, para além disto, teres feito a minha vida muito mais leve. Por termos procurado “a mosca” nas aulas; por contarmos as sílabas das palavras grandes que eram ditas (sim, ainda não me esqueci que não sabes contar sílabas); por termos jogado ao Coke Mi; por termos dito “Vê lá, já vai em 100 pontos! Ham?! Ela hoje ‘tá em alta!”; por eu te ter dado uma abada na forca do avião; por me teres acordado aos berros nos Açores porque íamos chegar outra vez atrasadas lá abaixo; por me mandares diariamente um sms, mesmo sabendo que eu não ía apanhar o autocarro; por ter ficado cheia de açúcar da SATA; tanta coisa que nem tenho letras suficientes e competentes para descrever os momentos em questão. És o meu orgulho por seres tão genuinamente feliz e ingénua, por nunca ficares na ignorância (vá só quando toda a gente fica a olhar para ti tipo “eu nem vou responder a isso”). Eu gosto tanto de ti, pá! Porquê? Por tudo o que já afirmei e por muito mais. Por teres medo à noite. Por seres pequena, frágil e sensível. Por ires assustar pombos comigo. Por me fazeres ser tão tola como tu. Por seres muito mais responsável que eu. Por me ajudares sempre que eu peço. Por já me ter tornado previsível para ti. Por inventarmos as melhores dicas. Por ficares sempre comigo em educação física. Por me lembrares sempre do que é suposto eu me lembrar. Por me acordares sempre que peço. Por me fazeres perguntar sempre “Mas onde é que está a Sofia?”, mesmo quando estás à minha frente. Por teres ficado comigo no quarto e termos medo do escuro de lá de fora. Por teres deixado a bola fugir para além do “Mar Alto” e termos encontrado outra no caminho para a estação. Por irmos para o inglês juntas. Por irmos para o jardim dos patos. Por termos sempre estranhos a falarem connosco sem sabermos bem porquê. E sabes que mais? Foste-me tipo muito este ano. Mais do que em todos os outros. “Sim, Inês, todas as relações mudaram”, mas sabes a diferença? A nossa mudou para melhor. Para muito, muito melhor. E já era boa. Um “Obrigado.” Não chega, e um “AMO-TE” é muito pouco.
Um texto fácil e pequeno em relação a tudo o que vivemos? Verdade, sim, mas eu escrevo outro daqui a uns tempos. Não te vou fazer promessas, nem castelos no ar. Nunca sabemos o futuro. Mas uma coisa eu te garanto, foste-me muito muito muito. E isso não vai mudar nunca. Um AMOTE? Neeeeps, uma infinidade deles. E mesmo assim não chegam. Sabes o que te digo a ti? Até amanhã, borra, até sempre.
Sofia Raquel Gaspar Lopes, eu Amo-te!(São três sílabas, mas esta palavra supera todas as outras!)
domingo, 5 de junho de 2011
Saudade? Não, não a sinto. Como é possível?! Desejei que não estivesses lá! Que desaparecesses e que nunca mais voltasses. Doeu-me tanto pensar em voz alta “Eu nem acredito, mas a tua distância tornou-se indiferente… És-me indiferente”. Não, de facto não és. Porque se fosses eu não me importaria com a tua presença. Mas importo. Importo muito. Queria que nunca tivesses vindo. Queria que não fizesses o que fizeste. Estás demasiado diferente para eu te conseguir reconhecer. Tu não és quem eras. Tu não me és nada. Absolutamente nada.
Estou à espera, eu sei o que vai acontecer a seguir. E a resposta é talvez. Ainda não sei perdoar, lamentavelmente.
Arrisca e muda, aí... aí eu mudo contigo.
Arrisca e muda, aí... aí eu mudo contigo.
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